O Afeganistão foi atingido por um terremoto de magnitude 6,3 na madrugada desta segunda-feira (02), deixando ao menos 20 mortos e cerca de 500 feridos, segundo dados preliminares do governo afegão. O correspondente Felipe Kieling relatou no Jornal BandNews FM que o abalo ocorreu na região montanhosa de Hindu Kush, no norte do país, e que o acesso difícil tem atrasado as operações de resgate.
O jornalista destacou que a geografia do Afeganistão, marcada por terrenos acidentados e montanhosos, complica o deslocamento de equipes de emergência e maquinário pesado. “Há relatos de moradores tentando resgatar familiares com as próprias mãos, com pás e pedras, por falta de recursos”, afirmou o jornalista.
A situação se agrava pela falta de infraestrutura do país. As construções, em grande parte feitas de barro ou alvenaria frágil, não suportam abalos sísmicos de grande intensidade. Além disso, o epicentro foi registrado a 28 quilômetros de profundidade, o que potencializou o impacto em uma área densamente habitada e de difícil acesso.
Região vulnerável a abalos sísmicos
O Afeganistão está localizado em uma zona de encontro entre as placas tectônicas da Ásia e da Eurásia, o que o torna frequentemente suscetível a terremotos. Kieling lembrou que, em agosto deste ano, outro tremor de mesma magnitude devastou comunidades na região e deixou mais de 2.200 mortos.
“Dessa vez, o terremoto ocorreu por volta da uma da manhã, enquanto a maior parte da população dormia, o que reduz as chances de reação e aumenta o número de vítimas”, explicou. Segundo ele, a ocorrência em horário noturno é um dos principais fatores que agravam os desastres naturais desse tipo.
Desafios humanitários
Além da tragédia natural, o país já enfrenta crises humanitária e política sob o regime do Talibã, o que dificulta a mobilização internacional de ajuda. “O Afeganistão vive um drama duplo: o da instabilidade política e o da vulnerabilidade diante de fenômenos naturais”, destacou Kieling.
O correspondente recordou ainda a experiência de cobertura de um terremoto na Turquia, em 2023, que também ocorreu de madrugada. “Vi de perto as dificuldades, ruas bloqueadas, aeroportos fechados, falta de acesso aos locais mais atingidos. É o mesmo cenário que agora se repete no Afeganistão”, relatou.
As autoridades locais e organizações internacionais trabalham para atualizar o número de vítimas, que pode crescer nas próximas horas, à medida que o resgate avança em áreas remotas.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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