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FGC vota plano de R$ 50 bilhões para cobrir rombo do Banco Master

Fundo avalia antecipar contribuições de bancos associados para recompor caixa após a liquidação da instituição financeira

Da redação
DA REDAÇÃO

09/02/2026 • 10:40 • Atualizado em 09/02/2026 • 10:40

Banco Master registra lucro líquido de R$ 1 bilhão em 2024

Banco Master registra lucro líquido de R$ 1 bilhão em 2024

Reprodução/Jornal da Noite

Resumo

O Conselho de Administração do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) discute plano de recomposição de caixa de aproximadamente R$ 50 bilhões, motivado pela liquidação do Banco Master e de outras empresas do conglomerado, decretada pelo Banco Central em novembro de 2025.

O valor representa o maior desembolso da história do FGC, destinado ao ressarcimento de milhões de investidores e clientes, com proposta de antecipação das contribuições regulares das instituições associadas e cobrança de contribuição extraordinária por tempo indeterminado.

A liquidação do Banco Master decorre de fraudes e dificuldades para honrar vencimentos, com previsão de ressarcimento de R$ 46,9 bilhões para investidores e mais de 628 mil credores já beneficiados, enquanto investigações seguem na Polícia Federal e possibilidade de CPI é considerada no Congresso.

O Conselho de Administração do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) se reúne nesta semana para votar um plano de recomposição de caixa de aproximadamente R$ 50 bilhões. A medida é uma consequência direta da liquidação do Banco Master e de outras empresas do conglomerado, como o Will Bank, decretada pelo Banco Central em novembro de 2025.

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O valor representa o maior desembolso da história do fundo, acionado para garantir o ressarcimento de milhões de investidores e clientes afetados pela quebra do banco.

A proposta em discussão prevê que as instituições financeiras associadas ao FGC antecipem suas contribuições regulares de 2026, 2027 e 2028.

Adicionalmente, o plano inclui a cobrança de uma contribuição extraordinária por tempo indeterminado para reforçar o fundo, que foi significativamente impactado pelo pagamento das garantias.

O rombo deixado pelo Master

A liquidação extrajudicial do Banco Master foi o ápice de uma crise de confiança que começou a se desenhar meses antes.

O banco captava recursos oferecendo Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) com rentabilidade muito acima da média do mercado, sempre destacando a proteção do FGC como um selo de segurança.

No entanto, a instituição enfrentou dificuldades para honrar os vencimentos e investigações apontaram fraudes, como a "fabricação" de carteiras de crédito falsas para gerar caixa.

Com a quebra, o FGC foi acionado para cobrir os depósitos e investimentos garantidos. A previsão é de um ressarcimento de R$ 46,9 bilhões para os investidores do Banco Master, Banco Master de Investimentos, Letsbank e Will Bank.

Até o início de fevereiro de 2026, o FGC já havia pago cerca de R$ 36 bilhões, correspondendo a 89% do total previsto e beneficiando mais de 628 mil credores.

O FGC é uma entidade privada, mantida pelas próprias instituições financeiras, que contribuem com um percentual mensal (0,01%) sobre o total de depósitos elegíveis.

Enquanto isso, as investigações sobre as fraudes no Banco Master continuam, com apurações em andamento na Polícia Federal e a possibilidade de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso.