
Banco Master registra lucro líquido de R$ 1 bilhão em 2024
Reprodução/Jornal da Noite
Resumo
O Conselho de Administração do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) discute plano de recomposição de caixa de aproximadamente R$ 50 bilhões, motivado pela liquidação do Banco Master e de outras empresas do conglomerado, decretada pelo Banco Central em novembro de 2025.
O valor representa o maior desembolso da história do FGC, destinado ao ressarcimento de milhões de investidores e clientes, com proposta de antecipação das contribuições regulares das instituições associadas e cobrança de contribuição extraordinária por tempo indeterminado.
A liquidação do Banco Master decorre de fraudes e dificuldades para honrar vencimentos, com previsão de ressarcimento de R$ 46,9 bilhões para investidores e mais de 628 mil credores já beneficiados, enquanto investigações seguem na Polícia Federal e possibilidade de CPI é considerada no Congresso.
O Conselho de Administração do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) se reúne nesta semana para votar um plano de recomposição de caixa de aproximadamente R$ 50 bilhões. A medida é uma consequência direta da liquidação do Banco Master e de outras empresas do conglomerado, como o Will Bank, decretada pelo Banco Central em novembro de 2025.
O valor representa o maior desembolso da história do fundo, acionado para garantir o ressarcimento de milhões de investidores e clientes afetados pela quebra do banco.
A proposta em discussão prevê que as instituições financeiras associadas ao FGC antecipem suas contribuições regulares de 2026, 2027 e 2028.
Adicionalmente, o plano inclui a cobrança de uma contribuição extraordinária por tempo indeterminado para reforçar o fundo, que foi significativamente impactado pelo pagamento das garantias.
O rombo deixado pelo Master
A liquidação extrajudicial do Banco Master foi o ápice de uma crise de confiança que começou a se desenhar meses antes.
O banco captava recursos oferecendo Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) com rentabilidade muito acima da média do mercado, sempre destacando a proteção do FGC como um selo de segurança.
No entanto, a instituição enfrentou dificuldades para honrar os vencimentos e investigações apontaram fraudes, como a "fabricação" de carteiras de crédito falsas para gerar caixa.
Com a quebra, o FGC foi acionado para cobrir os depósitos e investimentos garantidos. A previsão é de um ressarcimento de R$ 46,9 bilhões para os investidores do Banco Master, Banco Master de Investimentos, Letsbank e Will Bank.
Até o início de fevereiro de 2026, o FGC já havia pago cerca de R$ 36 bilhões, correspondendo a 89% do total previsto e beneficiando mais de 628 mil credores.
O FGC é uma entidade privada, mantida pelas próprias instituições financeiras, que contribuem com um percentual mensal (0,01%) sobre o total de depósitos elegíveis.
Enquanto isso, as investigações sobre as fraudes no Banco Master continuam, com apurações em andamento na Polícia Federal e a possibilidade de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso.
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