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Apesar de corte da Petrobras para distribuidoras, gasolina sobe na bomba

Consumidores relatam aumentos de até R$ 0,40, enquanto sindicato nega alteração generalizada e Procon orienta a denunciar

Por Redação
REDAÇÃO

28/01/2026 • 14:10 • Atualizado em 28/01/2026 • 14:10

Isabela Mota

O preço da gasolina voltou a ser motivo de queixa para os motoristas em diversos estados do Brasil. Dias depois de a Petrobras anunciar um corte de R$ 0,16 no valor do litro repassado às distribuidoras, o que se vê nas bombas é o oposto: um aumento de preços. Ouvintes da rádio BandNews FM denunciam que, em cidades como Fortaleza, o litro ficou R$ 0,40 mais caro. Em São Paulo, a alta percebida é de, em média, R$ 0,15.

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Esta é a segunda vez, desde outubro do ano passado, que uma redução anunciada pela estatal não apenas deixa de aliviar o bolso do consumidor, como também é seguida por um aumento.

O que dizem os postos?

Questionado sobre a alta em São Paulo, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado (Sincopetro) nega qualquer alteração generalizada no mercado. Segundo a entidade, a redução que chegou das distribuidoras foi muito menor do que a anunciada pela Petrobras, o que limita o repasse ao consumidor final.

“Nós aqui do Sincopetro não notamos nenhuma mudança de preço no mercado. Casos específicos podem ocorrer, mas como mercado não, não houve nenhuma mudança de preço ainda. E a baixa que nós tivemos das distribuidoras foi em torno de 6 centavos em relação aos 14 que a Petrobras disse que abaixou”, afirmou o sindicato em nota.

Como denunciar preços abusivos

Diante das denúncias, a recomendação dos órgãos de defesa do consumidor é clara: pesquisar e denunciar. O Procon orienta que o motorista que se deparar com um aumento repentino e sem justificativa formalize uma reclamação. Wellington Sabóia, presidente do Procon de Fortaleza, explica que o consumidor é o principal fiscal.

Segundo ele, é preciso reunir provas para que o órgão possa agir de forma efetiva.

O abuso é quando um determinado produto é fornecido por um determinado posto e de uma hora para outra existe esse aumento sem uma justificativa. É necessário que os maiores fiscais, que são os consumidores, façam esse tipo de reclamação. Ter provas que possam nos municiar: prints, recibos, onde ele pode provar que um dia o posto tinha um valor X e de uma hora para outra mudou para um valor B

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