
Donald Trump assinando decretos
REUTERS/Carlos Barria
Apesar de notoriamente ter posições opostas a de Donald Trump, o governo Lula não pretende entrar em conflitos diretos com os EUA. A ideia é seguir a tradição da diplomacia brasileira de manter o “pragmatismo” nas relações internacionais.
A orientação é manter um relacionamento diplomático respeitoso, a exemplo do que ocorreu nos primeiros governos de Lula, que manteve uma relação amistosa com George W. Bush, outro presidente de visão conservadora.
Exemplo disso é a reação brasileira sobre a fala de Trump sobre o “Brasil precisa muito mais dos EUA” do que o contrário. Como resposta, o Itamaraty afirmou que Trump “pode falar o que quiser” como presidente dos EUA.
Apesar disso, há temores de que Trump exerça uma pressão na política brasileira. O governo avalia que muitos pontos da posse de Trump, como a anistia ao presos pela invasão ao Capitólio e apoio a “liberdade de expressão”, já estão sendo replicados pela oposição brasileira.
COP 30
Um ponto com a mudança de comando nos EUA que já afeta o Brasil é a COP 30, que será realizada em Belém em novembro. O governo acha muito difícil que Trump, um notório crítico de políticas climáticas, apareça no evento.
Mesmo assim, a avaliação é que as decisões da conferência ainda gere bastante interesse entre os líderes norte-americanos, já que as empresas do país precisarão se adaptar às diretivas decididas para negociar com países da União Europeia, por exemplo.
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