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Governo do Ceará vai custear traslado de cearense assassinada em Portugal

Corpo de Lucinete Freitas, de 55 anos, deve chegar a Fortaleza nos próximos dias; ela foi encontrada morta em dezembro e a principal suspeita do crime é a "patroa" da vítima, que está presa

Por Redação
REDAÇÃO

12/01/2026 • 15:46 • Atualizado em 12/01/2026 • 15:46

Resumo

O assassinato da cearense Lucinete Freitas ocorreu em Portugal, onde ela foi encontrada morta em Amadora após 13 dias desaparecida, e a família enfrentava dificuldades para custear o traslado do corpo, estimado em 10 mil euros.

A principal suspeita do crime, uma brasileira de 43 anos identificada como "patroa" de Lucinete, foi presa preventivamente após confessar o homicídio qualificado, ocultação de cadáver, posse de arma proibida e falsidade informática, tendo utilizado o celular da vítima para enganar familiares.

O Governo do Ceará, liderado por Elmano de Freitas, anunciou que arcará com todos os custos do traslado, com equipes da Secretaria dos Direitos Humanos e Procuradoria-Geral do Estado já em contato com o viúvo para realizar o procedimento nos próximos dias e evitar o sepultamento como indigente em Portugal.

O Governo do Ceará anunciou que irá arcar com os custos do traslado do corpo da cearense Lucinete Freitas, de 55 anos, assassinada em Portugal. A vítima foi encontrada morta em um matagal na cidade de Amadora, região metropolitana de Lisboa, em 18 de dezembro, após 13 dias desaparecida. A família enfrentava dificuldades para bancar o procedimento, estimado em 10 mil euros. A principal suspeita do crime, uma brasileira de 43 anos apontada como "patroa" de Lucinete, está presa preventivamente.

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Entenda o caso

Natural de Aracoiaba, no Ceará, Lucinete Freitas estava em Portugal havia sete meses, trabalhando como babá e empregada doméstica. Segundo a família, ela se mudou para a Europa com o plano de se estabelecer financeiramente e, em seguida, levar o marido e o filho adolescente para morar no país.

O desaparecimento foi notado após o dia 5 de dezembro. De acordo com o Ministério Público de Portugal, a "patroa" de Lucinete, com quem mantinha uma relação de conflitos, a levou para um local isolado sob o pretexto de levá-la para casa.

No local, a vítima foi agredida com um bloco de cimento na cabeça e morreu. Para ocultar o crime, a suspeita cobriu o corpo com entulho e usou o celular da vítima para enviar mensagens a familiares, simulando uma suposta viagem de Lucinete para a região do Algarve, no sul de Portugal.

A mulher foi presa em 18 de dezembro e confessou o crime, indicando o local onde o corpo estava. Ela responde por homicídio qualificado, profanação de cadáver, posse de arma proibida e falsidade informática.

Próximos passos

O corpo de Lucinete permanecia sob responsabilidade das autoridades portuguesas. Havia o risco de que, caso o traslado não fosse realizado até 1º de fevereiro, o sepultamento ocorresse em Portugal como indigente, sem a presença da família.

Diante da situação, o governador do Ceará, Elmano de Freitas, determinou que o estado arcasse com todos os custos.

O chefe da Casa Civil, Chagas Vieira, informou que a equipe da Secretaria dos Direitos Humanos (Sedih) e da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) entrou em contato com o viúvo de Lucinete, Teodoro Júnior, para iniciar os trâmites necessários para o transporte do corpo de Lisboa para Fortaleza.

A previsão é que o traslado ocorra nos próximos dias.