
INSS
Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O Palácio do Planalto deve decidir, nos próximos dias, quem vai assumir a presidência do INSS, depois que Alessandro Stefanutto foi demitido do cargo, como resultado da Operação Sem Desconto.
Ele e outros cinco servidores do órgão são suspeitos de participação em um esquema de fraudes que foi alvo de uma investigação feita pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União. Alessandro Stefanutto é servidor de carreira do INSS desde 2000, e até pouco tempo era filiado ao PSB. Atualmente, se filiou ao PDT, que é o partido presidido pelo Ministro da Previdência Social, Carlos Lupi.
Já o diretor de Benefícios e Relacionamento com o cidadão, Vanderlei Barbosa dos Santos, que era o número 2 do INSS, é suspeito de endossar as ações de desvios com descontos sem prévia autorização do beneficiário. Ele ingressou na instituição em 2006 como técnico do Seguro Social, e atualmente não tinha filiação partidária.
Ao todo, os investigadores cumpriram mais de 200 mandados em 13 estados e no Distrito Federal para combater uma organização que retirava irregularmente recursos de aposentadorias e pensões dos beneficiados.
O ministro da Controladoria-Geral da União, Vinicius Carvalho, destacou que a operação continua. Os investigados podem responder por corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, falsificação de documento, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A operação apreendeu diversos bens móveis, como joias, dinheiro em espécie, além de obras de arte.
Segundo as investigações, entidades suspeitas cobravam, sem autorização, mensalidades de aposentados e pensionistas durante o período de 2019 e 2024.
Ao comentar a operação, o Ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, assumiu a responsabilidade pela indicação de Stefanuto para a presidência do INSS.
A ação foi uma das maiores e mais delicadas já feitas pela PF, com mais de 700 policiais federais e 80 servidores da CGU cumprindo 211 mandados judiciais de busca e apreensão.
O esquema movimentou cerca de R$ 6 bilhões.
No entanto, o INSS ainda precisa descobrir o real tamanho da fraude, sendo que esse trabalho deve ser acompanhado pela CGU e pelo Ministério da Previdência Social.
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