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Governo recua e zera imposto de importação para 105 produtos de tecnologia

Decisão ocorre após repercussão negativa de aumento anunciado no início do mês; medida beneficia itens de informática e telecomunicações

Da redação
DA REDAÇÃO

27/02/2026 • 21:25 • Atualizado em 27/02/2026 • 21:25

O governo federal zera tarifas de importação para produtos de informática e telecomunicações

O governo federal zera tarifas de importação para produtos de informática e telecomunicações

REUTERS/Jorge Silva

Resumo

Decisão do governo federal reduziu a zero as tarifas de importação para 105 produtos de informática e telecomunicações, revertendo aumento de impostos implementado em fevereiro.

Resolução da Câmara de Comércio Exterior, ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, restabeleceu alíquotas anteriores para outros 15 produtos e atendeu pedidos de setores industriais, após forte reação negativa de empresários e Congresso.

Mudança entra em vigor com publicação no Diário Oficial, sendo interpretada como resposta ao desgaste político e à queda na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O governo federal voltou atrás e decidiu reduzir a zero as tarifas de importação para 105 produtos de informática e telecomunicações. A decisão, anunciada nesta sexta-feira (27), veio em uma resolução da Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex), órgão ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), comandado pelo vice-presidente, Geraldo Alckmin. A medida representa um recuo em relação à alta de impostos que havia sido implementada no início de fevereiro e que gerou forte reação negativa.

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Recuo do governo

Após a repercussão negativa no Congresso e entre setores empresariais, o governo revogou parte do aumento do imposto de importação sobre produtos eletrônicos e bens de capital. Além dos 105 produtos que tiveram a tarifa zerada, a resolução restabeleceu as alíquotas anteriores para outros 15 produtos de informática. A decisão foi justificada pelo MDIC como um acolhimento aos pedidos protocolados por setores industriais.

A mudança passa a valer a partir de sua publicação no Diário Oficial da União. O recuo foi visto como uma resposta ao desgaste político e ao temor da perda de apoio popular, em um momento de queda na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).