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Greve geral na Argentina paralisa país contra reforma trabalhista de Milei

Paralisação ocorre no mesmo dia em que a Câmara dos Deputados inicia a discussão sobre o projeto de lei que flexibiliza as leis trabalhistas

Da redação
DA REDAÇÃO

19/02/2026 • 10:51 • Atualizado em 19/02/2026 • 10:51

Argentina

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Reprodução/ Jornal da Band

Resumo

A greve geral na Argentina reúne milhares de trabalhadores em protesto contra a reforma trabalhista proposta pelo governo de Javier Milei, com paralisação de setores como transportes, bancos, serviços públicos e exportação de grãos, coincidindo com o início do debate do projeto na Câmara dos Deputados.

A Confederação Geral do Trabalho (CGT), principal central sindical, lidera o movimento, que causa interrupção de metrô, trens, ônibus e cancelamento de centenas de voos, afetando mais de 31 mil passageiros, além do fechamento de agências bancárias e repartições públicas.

Os sindicatos classificam a reforma como regressiva, alegando retrocesso nos direitos trabalhistas e precarização das condições de trabalho, enquanto o governo defende a modernização das relações de trabalho, redução do poder sindical e atração de investimentos, propondo mudanças como ampliação do período de experiência e jornadas de 12 horas.

A Argentina enfrenta uma greve geral nesta quinta-feira (19), em um grande protesto contra a reforma trabalhista proposta pelo governo do presidente Javier Milei.

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A paralisação, liderada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT), a maior central sindical do país, afeta diversos setores, incluindo transportes, bancos e serviços públicos. O ato coincide com o início do debate do projeto na Câmara dos Deputados, uma semana após a aprovação no Senado.

Os impactos da greve

A greve causou a interrupção de serviços essenciais. Metrô, trens e a maioria das linhas de ônibus não está funcionando em Buenos Aires e outras grandes cidades, dificultando a locomoção de milhões de pessoas. No setor aéreo, centenas de voos domésticos e internacionais foram cancelados, afetando mais de 31 mil passageiros.

As companhias Aerolíneas Argentinas, Latam, Gol e JetSMART suspenderam operações, inclusive em rotas para o Brasil.

Agências bancárias e repartições públicas também permaneceram fechadas. A greve também impactou o setor de exportação de grãos, um dos mais importantes para a economia argentina.

O que dizem os sindicatos

Os sindicatos consideram a reforma trabalhista "regressiva" e um retrocesso nos direitos dos trabalhadores. Eles argumentam que as mudanças, como a flexibilização das condições de contratação, a redução de indenizações por demissão e a limitação do direito de greve, precarizam as condições de trabalho e enfraquecem a negociação coletiva.

"Queremos dizer ao governo que o povo não lhe deu o voto para que lhe tire direitos", disse Cristian Jerónimo, um dos secretários-gerais da CGT.

A paralisação ocorre em um contexto de crise econômica, com queda na atividade industrial, fechamento de mais de 21 mil empresas e perda de cerca de 300 mil postos de trabalho nos últimos dois anos, segundo fontes sindicais.

A posição do governo e o futuro da reforma

O governo de Javier Milei defende que a reforma é necessária para modernizar as relações de trabalho, reduzir o poder dos sindicatos e atrair investimentos estrangeiros.

O projeto propõe, entre outros pontos, a ampliação do período de experiência para até seis meses e a possibilidade de jornadas de trabalho de 12 horas.

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