
Argentina
Reprodução/ Jornal da Band
Resumo
A greve geral na Argentina reúne milhares de trabalhadores em protesto contra a reforma trabalhista proposta pelo governo de Javier Milei, com paralisação de setores como transportes, bancos, serviços públicos e exportação de grãos, coincidindo com o início do debate do projeto na Câmara dos Deputados.
A Confederação Geral do Trabalho (CGT), principal central sindical, lidera o movimento, que causa interrupção de metrô, trens, ônibus e cancelamento de centenas de voos, afetando mais de 31 mil passageiros, além do fechamento de agências bancárias e repartições públicas.
Os sindicatos classificam a reforma como regressiva, alegando retrocesso nos direitos trabalhistas e precarização das condições de trabalho, enquanto o governo defende a modernização das relações de trabalho, redução do poder sindical e atração de investimentos, propondo mudanças como ampliação do período de experiência e jornadas de 12 horas.
A Argentina enfrenta uma greve geral nesta quinta-feira (19), em um grande protesto contra a reforma trabalhista proposta pelo governo do presidente Javier Milei.
A paralisação, liderada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT), a maior central sindical do país, afeta diversos setores, incluindo transportes, bancos e serviços públicos. O ato coincide com o início do debate do projeto na Câmara dos Deputados, uma semana após a aprovação no Senado.
Os impactos da greve
A greve causou a interrupção de serviços essenciais. Metrô, trens e a maioria das linhas de ônibus não está funcionando em Buenos Aires e outras grandes cidades, dificultando a locomoção de milhões de pessoas. No setor aéreo, centenas de voos domésticos e internacionais foram cancelados, afetando mais de 31 mil passageiros.
As companhias Aerolíneas Argentinas, Latam, Gol e JetSMART suspenderam operações, inclusive em rotas para o Brasil.
Agências bancárias e repartições públicas também permaneceram fechadas. A greve também impactou o setor de exportação de grãos, um dos mais importantes para a economia argentina.
O que dizem os sindicatos
Os sindicatos consideram a reforma trabalhista "regressiva" e um retrocesso nos direitos dos trabalhadores. Eles argumentam que as mudanças, como a flexibilização das condições de contratação, a redução de indenizações por demissão e a limitação do direito de greve, precarizam as condições de trabalho e enfraquecem a negociação coletiva.
"Queremos dizer ao governo que o povo não lhe deu o voto para que lhe tire direitos", disse Cristian Jerónimo, um dos secretários-gerais da CGT.
A paralisação ocorre em um contexto de crise econômica, com queda na atividade industrial, fechamento de mais de 21 mil empresas e perda de cerca de 300 mil postos de trabalho nos últimos dois anos, segundo fontes sindicais.
A posição do governo e o futuro da reforma
O governo de Javier Milei defende que a reforma é necessária para modernizar as relações de trabalho, reduzir o poder dos sindicatos e atrair investimentos estrangeiros.
O projeto propõe, entre outros pontos, a ampliação do período de experiência para até seis meses e a possibilidade de jornadas de trabalho de 12 horas.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:


