Resumo
Premiação Michelin destacou os restaurantes Tuju, do chef Ivan Ralston, e Evvai, comandado por Luiz Filipe Souza, como os primeiros da América Latina a receber três estrelas, em cerimônia no Rio de Janeiro, reconhecendo o protagonismo de ingredientes brasileiros e excelência gastronômica em São Paulo.
Avaliação incluiu outros restaurantes brasileiros, com D.O.M, Lasai e Oro mantendo duas estrelas, Madame Olympe de Claude Troisgros estreando com uma estrela, além de 13 casas em São Paulo e seis no Rio de Janeiro reconhecidas com uma estrela, e distinções adicionais como Bib Gourmand, estrelas verdes por sustentabilidade e prêmios individuais para chefs e serviços.
Reconhecimento internacional envolveu 154 restaurantes no mundo, com critérios baseados em qualidade, inovação e valorização de produtos locais, reforçando o destaque do Brasil no cenário gastronômico global e celebrando equipes, jovens talentos e práticas responsáveis no setor.
Os restaurantes Tuju e Evvai, ambos em São Paulo, tornaram-se nesta segunda-feira (13) os primeiros premiados na América Latina com três estrelas no Guia Michelin. A tradicional honraria francesa foi anunciada em uma cerimônia no hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. No Brasil, apenas endereços nas duas maiores cidades do país são avaliados.
Apenas 154 restaurantes no mundo, além dos dois brasileiros, alcançaram a avaliação de cozinha excepcional dos avaliadores anônimos responsáveis pela distribuição das estrelas. No Brasil, outros três restaurantes mantiveram duas estrelas (excelente), enquanto 19 atingiram uma estrela (requintada). A premiação ainda selecionou as casas com boa relação de qualidade e preço (Bib Gourmand), os restaurantes com preocupação ambiental e os chefes de destaque no cenário nacional.
Em comum nas duas casas com três estrelas, o protagonismo de ingredientes brasileiros. No Tuju, do chef Ivan Ralston, o cardápio muda conforme as estações do ano para privilegiar os produtos mais frescos disponíveis na cozinha. Já o Evvai, comandado por Luiz Filipe Souza, aposta na culinária italiana com requintes tropicais.
Durante a premiação, Luiz Filipe destacou a equipe por trás do restaurante inaugurado em 2017 e falou do reconhecimento que o país alcançou na gastronomia.
Mantiveram as duas estrelas o D.O.M, do chef Alex Atala, e os cariocas Lasai, de Rafa Costa e Silva, e o Oro, comandado por Felipe Bronze.
Na lista com uma estrela, a única estreia é o Madame Olympe, do francês mais brasileiro da cozinha, o chef Claude Troisgros. O novo restaurante mistura ingredientes nacionais com requinte asiático. Ainda no Rio de Janeiro, foram premiados o Casa 201, Mee, Oteque, Oseille e San Omakase
Já em São Paulo, são 13 as casas com uma estrela: Fame Osteria, Jun Sakamoto, Kan Suke, Kanoe, Kazuo, Kinoshita, Kuro, Maní, Murakami, Oizumi Sushi, Pichi, Ryo Gastronomia e Tangará Jean-Georges.
A premiação também celebrou três restaurantes com estrelas verde, que mantêm responsabilidade com a cozinha do futuro: A Casa do Porco, Corrutela e Tuju. Enquanto o chef Pedro Coronha foi escolhido como jovem chef. Ele está a frente do Koral, restaurante em Ipanema, no Rio de Janeiro, e que foi reconhecido com uma indicação Bib Gourmand.
Já o melhor serviço de restaurante ficou com o chef Raphael Zanon, da Casa 201. Enquanto a melhor coquetelaria, distinção entregue pela primeira vez no Brasil, foi para Anderson Oliveira, do D.O.M.
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