
Guilherme Boulos (PSOL) assume Secretaria-Geral da Presidência
REUTERS/Maira Erlich
Resumo
Posse de Guilherme Boulos como ministro da Secretaria-Geral da Presidência ocorreu em meio a tensões devido a uma megaoperação policial no Rio de Janeiro, que resultou em 119 mortes.
Guilherme Boulos solicitou um minuto de silêncio pelas vítimas da operação durante sua cerimônia de posse, e a possibilidade de adiamento do evento foi considerada devido à repercussão do acontecimento.
Conflitos surgiram entre o governo federal e o estado do Rio de Janeiro, com acusações mútuas de falta de apoio durante a crise, enquanto a nomeação de Boulos é vista como estratégica para fortalecer laços com movimentos sociais e a juventude visando as eleições de 2026.
O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) tomou posse nesta quarta-feira (29) como novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, substituindo Márcio Macedo.
Durante a cerimônia, realizada no Palácio do Planalto, em Brasília, Boulos pediu um minuto de silêncio pelas mortes na megaoperação realizada na última terça-feira (28) no Complexo do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro.
“Todos nós estamos acompanhando o que aconteceu no Rio de Janeiro desde ontem e por isso, antes de falar do trabalho que pretendo fazer na Secretaria-Geral da Presidência, queria pedir um minuto de silêncio pela por todas as vítimas desta ação”, declarou o agora ministro.
A possiblidade de adiar o evento foi debatida por membros do governo, por causa da repercussão da megaoperação nos Complexos. De acordo com o mais recente balanço divulgado pelo Governo Estadual, 119 pessoas morreram.
O presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que participou da cerimônia, não discursou. Era esperado que o petista falasse, principalmente a respeito da ação no Rio de Janeiro.
A tensão aumentou entre o Itamaraty e a gestão do Rio de Janeiro. O governador fluminense, Cláudio Castro, afirmou que o governo federal negou ajuda por três vezes e que o estado foi abandonado pelo Palácio do Planalto. O ministro da Justiça e da Secretaria de Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, retrucou a declaração e disse que nenhum pedido foi feito ao Executivo.
A escolha de Boulos é vista como um decisão estratégica para as eleições de 2026. Ele toma posse com a tarefa de aproximar o governo Lula dos movimentos sociais e com a base eleitoral do petista, principalmente com a juventude do país.
Texto gerado por Inteligência Artificial e revisado pela Band
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