
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad durante entrevista em Brasília
Adriano Machado/Reuters
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, discursou nesta sexta-feira (26) na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), onde criticou o que ele chama de “turma da cobertura”.
De acordo com o chefe da pasta, o planejamento do governo federal sobre o ajuste fiscal foi colocado em segundo plano porque ‘chamou’ a elite brasileira para pagar contas.
“Quando a gente fala, 'então vamos chamar a turma da cobertura para pagar o condomínio', aí é um espanto. Aí não é possível. Sabe o que acontece? Curiosamente, o ajuste fiscal é deixado de lado. Ele não é mais interessante. Ninguém mais fala desse assunto”, afirmou o ministro.
O discurso foi feito dois dias depois do Congresso derrubar as medidas presidenciais que aumentaram o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Haddad ainda alegou que a desigualdade social é a principal fragilidade do Brasil e deve ser corrigida junto com o ajuste fiscal, e não posteriormente.
"Depois, a desigualdade vai ser maior. Então vamos fazer o ajuste certo. Vamos fazer o correto. Vamos cobrar a parte de quem não contribui hoje para a gente ter um país melhor", disse o ministro.
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