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Haddad confirma indicações de Tiago Cavalcanti e Guilherme Melo para BC

Em entrevista exclusiva à BandNews FM, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou que indicou dois nomes para as duas vagas da diretoria do Banco Central: Tiago Cavalcanti, que é professor de economia da Universidade de Cambridge, e o secretário de Política Econômica da Fazenda, Guilherme Mello. As duas vagas estão desocupadas desde o fim de 2025, quando os mandatos dos diretores Diogo Guillen (Política Econômica) e Renato Gomes (Organização do Sistema Financeiro e de Resolução) terminaram. O ministro afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não definiu nenhum nome para os cargos. Haddad também disse que uma decisão do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto contribuiu para a derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2024. O ministro criticou a medida do então diretor da autoridade monetária em colocar a taxa básica de juros, a Selic, em 2%. "Estranha uma reação orquestrada, assim, até de ex-diretores, até deselegante, né? O mais arrogante dos ex-diretores, que às vezes fala nos jornais, colocou a Selic em 2% e o câmbio desvalorizou 40%. Aliás, eu acredito que tenha sido um fator responsável pela derrota do bolsonarismo nas eleições", disse o ministro, sem citar o nome de Campos Neto. O ministro também afirmou que, mesmo sendo ano eleitoral, a gestão do Banco Central não será afetada por interferências políticas.

Da redação
DA REDAÇÃO

03/02/2026 • 09:51 • Atualizado em 03/02/2026 • 09:51

Haddad em entrevista para BandNews FM

Haddad em entrevista para BandNews FM

Reprodução

Em entrevista exclusiva à BandNews FM, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou que indicou dois nomes para as duas vagas da diretoria do Banco Central: Tiago Cavalcanti, que é professor de economia da Universidade de Cambridge, e o secretário de Política Econômica da Fazenda, Guilherme Mello.

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As duas vagas estão desocupadas desde o fim de 2025, quando os mandatos dos diretores Diogo Guillen (Política Econômica) e Renato Gomes (Organização do Sistema Financeiro e de Resolução) terminaram.

O ministro afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não definiu nenhum nome para os cargos.

Haddad também disse que uma decisão do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto contribuiu para a derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2024. O ministro criticou a medida do então diretor da autoridade monetária em colocar a taxa básica de juros, a Selic, em 2%.

"Estranha uma reação orquestrada, assim, até de ex-diretores, até deselegante, né? O mais arrogante dos ex-diretores, que às vezes fala nos jornais, colocou a Selic em 2% e o câmbio desvalorizou 40%. Aliás, eu acredito que tenha sido um fator responsável pela derrota do bolsonarismo nas eleições", disse o ministro, sem citar o nome de Campos Neto.

O ministro também afirmou que, mesmo sendo ano eleitoral, a gestão do Banco Central não será afetada por interferências políticas.