Ainda está repercutindo, de forma negativa, o recuo do Governo Federal sobre parte das mudanças anunciadas no Imposto sobre Operações Financeiras.
Com isso, o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fez um comunicado à imprensa para reforçar o recuo do Executivo nas medidas economicas. Para o chefe da equipe econômica, as medidas querem evitar especulações, corrigir rotas e não quer inibir investimentos no exterior.
Em outro ponto, o ministro Fernando Haddad afirmou que o conjunto de medidas anunciadas somam cerca de R$ 50 bilhões para fechar as contas do ano. Ele reconheceu, porém, que o Governo Federal poderá ter de ajustar o congelamento de recursos em cerca de R$ 2 bilhões devido a esse recuo na cobrança do IOF.
O Ministro também tratou sobre a comunicação da Fazenda com o Banco Central sobre as medidas, e disse que cada um tem um mandato. Haddad destacou que conversa constantemente com Gabriel Galípolo e chegou a avisar que haveria medidas sobre receita e despesa, mas que o BC não analisa decisões do Presidente da República.
Ao longo da semana, a equipe econômica anunciou uma série de mudanças no IOF, incluindo a criação de uma alíquota de 3,5% para os investimentos de fundos brasileiros no exterior.
A repercussão foi forte e negativa entre os agentes do mercado financeiro, e com isso, a Fazenda recuou da propost, e com a decisão, permanece em vigor a chamada alíquota zero.
Ainda segundo levantamentos da equipe econômica, o recuo no IOF tem impacto de menos de 10% no total da arrecadação prevista com as alterações no tributo.
Com isso, a expectativa é de que sejam arrecadados R$ 20 bilhões e 500 milhões neste ano, e outros R$ 41 bilhões em 2026.
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