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Ibovespa renova recorde e dólar cai a R$ 5,06 com trégua no Oriente Médio

Principal índice da bolsa brasileira superou os 195 mil pontos, impulsionado pelo otimismo dos investidores com o acordo de cessar-fogo entre EUA e Irã

Da redação
DA REDAÇÃO

09/04/2026 • 21:02 • Atualizado em 09/04/2026 • 21:02

Ibovespa segue em alta e bate novo recorde histórico do país

Ibovespa segue em alta e bate novo recorde histórico do país

Reprodução: REUTERS / Amanda Perobelli)

Resumo

O Ibovespa fechou em alta de 1,52%, atingindo 195.129,25 pontos, marcando o oitavo dia consecutivo de ganhos e o 15º recorde no ano, impulsionado pelo acordo de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, que também provocou queda do dólar para R$ 5,06, menor valor em dois anos.

Ações de grandes bancos e empresas do setor de petróleo, especialmente Petrobras, lideraram os ganhos com valorização das ações PETR4 e PETR3, refletindo a recuperação dos preços do petróleo no mercado internacional.

O acordo de trégua mediado pelo Paquistão prevê interrupção dos ataques e reabertura do Estreito de Ormuz, mas enfrenta fragilidades devido à exclusão do Líbano e tensões entre Irã, Israel e Estados Unidos, sendo que a continuidade do conflito influenciará os mercados nas próximas semanas.

O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, encerrou as operações desta quinta-feira (9), atingindo 195.129,25 pontos, em uma alta de 1,52%. Este é o oitavo dia consecutivo de ganhos e o 15º recorde de fechamento no ano. O otimismo no mercado financeiro foi impulsionado pelo acordo de cessar-fogo de duas semanas entre os Estados Unidos e o Irã, que também provocou a queda do dólar. A moeda americana recuou 0,78%, sendo cotada a R$ 5,06, o menor valor em dois anos.

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A alta do Ibovespa foi sustentada principalmente pela valorização de ações de grandes bancos e de empresas ligadas ao petróleo, que acompanharam a recuperação do preço da commodity no mercado internacional. As ações preferenciais (PETR4) e ordinárias (PETR3) da Petrobras registraram altas de 2,77% e 2,93%, respectivamente.

A trégua temporária anunciada entre Washington e Teerã, mediada pelo Paquistão, que suspendeu um conflito iniciado em 28 de fevereiro, animou o mercado. O acordo prevê a interrupção dos ataques mútuos e a reabertura do Estreito de Ormuz, rota marítima responsável por escoar cerca de 20% do petróleo mundial.

Apesar do impacto positivo imediato nos mercados, o acordo ainda tem fragilidades. O Irã condena Israel por ataques ao Líbano e voltou a fechar o Estreito na tarde desta quinta-feira. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, tenta negociar diretamente com o Líbano. Israel e Estados Unidos negam que o cessar-fogo envolvesse os libaneses, o que contraria os interesses iranianos, que são aliados do Hezbollah, situado no sul libanês.

A continuidade ou não do conflito será determinante para o comportamento dos mercados nas próximas semanas, com o Brasil se beneficiando no curto prazo como um mercado emergente distante da zona de tensão.

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