
Inflação
José Cruz/Agência Brasil
Resumo
Inflação oficial do Brasil registrou aumento de 0,48% em setembro, uma elevação significativa comparada à queda de 0,11% em agosto, com destaque para o encarecimento da energia elétrica residencial.
Energia elétrica residencial teve aumento superior a 10% após o fim de descontos e a recomposição de tributos, sendo o principal fator para o aumento do IPCA no mês de setembro.
Alimentos e bebidas continuaram em queda, marcando o quarto mês consecutivo de deflação, enquanto a alta nos setores de energia elétrica e transportes impulsionou a inflação geral.
A inflação oficial do Brasil subiu 0,48% em setembro, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou acima do registrado em agosto, quando o índice havia caído 0,11%, e reflete principalmente o encarecimento da energia elétrica residencial.
Com o resultado de setembro, a inflação acumula alta de 3,64% em 2025 e atinge cerca de 5% nos últimos 12 meses. O número consolida uma inversão de tendência observada ao longo do terceiro trimestre, após quatro meses de relativa estabilidade.
Energia elétrica tem forte impacto no índice
O setor de energia elétrica residencial foi o principal responsável pela alta do IPCA no mês. O item passou de uma queda de 4,21% em agosto para uma elevação de mais de 10% em setembro, impulsionado pelo fim de descontos temporários e pela recomposição de tributos estaduais.
De acordo com o IBGE, a alta reflete também o reajuste tarifário em várias capitais, entre elas São Paulo, Curitiba e Salvador, além da retomada de custos com encargos e subsídios setoriais. O grupo habitação, que inclui energia, gás e água, foi o que mais influenciou o resultado do mês.
Alimentos seguem em queda pelo quarto mês
Na contramão da energia, os alimentos e bebidas tiveram nova queda média de preços, registrando o quarto mês consecutivo de deflação. Entre os produtos com maiores recuos estão o feijão-carioca, o leite longa vida, o frango em pedaços e o óleo de soja.
Mesmo com o recuo no grupo alimentar, o aumento da energia elétrica e dos transportes — em especial combustíveis — foi suficiente para puxar o IPCA para cima.
Inflação anual próxima da meta
Com o IPCA acumulado de 5% em 12 meses, o indicador se mantém dentro da margem de tolerância da meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 3%, com limite superior de 4,5%. O resultado, no entanto, reforça o desafio do Banco Central em manter o ritmo de cortes da taxa Selic diante de pressões pontuais de energia e combustíveis.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:


