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Invasão terrestre dos EUA ao Irã é improvável, afirma especialista

Analista de segurança e defesa, Alessandro Visacro, aponta que estratégia prioriza ataques aéreos e coerção econômica para minar regime dos aiatolás

Da redação
DA REDAÇÃO

28/02/2026 • 12:19 • Atualizado em 28/02/2026 • 12:19

Resumo

Escalada de tensões no Oriente Médio envolve ataques aéreos dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, levantando a discussão sobre a possibilidade de uma incursão terrestre.

Estrategia militar definida pela administração de Donald Trump e Israel prioriza ataques aéreos, coerção econômica e pressão diplomática, conforme análise do especialista Alessandro Visacro, evitando invasões terrestres devido a obstáculos logísticos e militares.

Objetivos principais incluem a deposição do regime iraniano e a degradação da capacidade bélica, especialmente nuclear, com ações cirúrgicas, sanções econômicas e apoio a movimentos de oposição interna.

Diante da escalada de tensões no Oriente Médio, com os recentes ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, a questão de uma possível incursão por terra surge como um ponto central de análise.

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No entanto, a estratégia adotada pela administração de Donald Trump, em alinhamento com Israel, parece se afastar do modelo de invasões maciças, como as incursões no Iraque e Afeganistão, priorizando um uso "flexível" e "calibrado" do poderio militar, de acordo com o analista de segurança e defesa, Alessandro Visacro.

A avaliação é de que o objetivo é minar o regime iraniano e sua capacidade bélica por meio de uma combinação de ataques aéreos, coerção econômica e pressão diplomática, sem a necessidade de uma invasão terrestre.

A presença de bases americanas em países como Emirados Árabes Unidos, Catar e Bahrein, além da aliança estratégica com Israel, forma um cerco militar significativo. Mesmo assim, a mobilização de tropas para uma invasão por terra enfrentaria obstáculos consideráveis.

O especialista aponta que a própria geografia do Irã, com suas cadeias de montanhas e vastos desertos, representa um desafio logístico e militar monumental. Além disso, nem os EUA, no momento, nem Israel, por suas limitações demográficas e estruturais, possuem os recursos necessários para uma operação dessa magnitude com chances de sucesso garantido.

Objetivos estratégicos e a resiliência do regime

Visacro afirma que a atual ofensiva militar tem dois objetivos principais muito claros.

O primeiro, de natureza política, é a deposição da teocracia iraniana. Após uma onda de protestos populares no final do ano passado e início deste ano, que foi duramente reprimida, a aposta é que os ataques possam aprofundar as fissuras no regime dos aiatolás.

O segundo objetivo, estratégico e militar, é a degradação da capacidade bélica do Irã, especialmente seu programa nuclear e seu arsenal de mísseis. A perspectiva de um Irã com armas nucleares é considerada inaceitável tanto por Washington quanto por Tel Aviv.

É neste contexto que se inserem os ataques aéreos, como os que já haviam ocorrido em 2025 contra instalações nucleares. O analista de segurança pontua que a estratégia consiste em usar a força de maneira cirúrgica para enfraquecer o regime e suas capacidades militares, combinando a ação com sanções econômicas e apoio a movimentos de oposição interna.

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