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Juliana Rosa: IPCA de janeiro fica em 0,33% e inflação segue dentro da meta

Alta foi puxada por combustíveis e transportes, enquanto alimentos seguem mais comportados, aponta o IBGE

Por Redação
REDAÇÃO

10/02/2026 • 15:06 • Atualizado em 10/02/2026 • 15:06

Juliana Rosa
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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a medida oficial de inflação do Brasil, registrou alta de 0,33% em janeiro de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado repete o mesmo percentual de dezembro e coloca a inflação acumulada em 12 meses em 4,44%, dentro da faixa de tolerância da meta do governo para o período. Os dados do IBGE e as análises de mercado apontam para um início de ano com inflação controlada e expectativas de políticas monetárias mais flexíveis, em um momento crucial para o consumo e investimentos no país.

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O aumento do índice foi influenciado principalmente por itens ligados ao transporte. O preço da gasolina subiu mais de 2%, enquanto a tarifa de ônibus aumentou em diversas capitais, pressionando o grupo de transporte, que teve impacto significativo no resultado mensal. Em contrapartida, a queda no preço da energia elétrica residencial contribuiu para conter parte da alta geral.

ANALISE JULIANA ROSA

Em comentário, a economista Juliana Rosa ressaltou que esse patamar de inflação é considerado baixo e está dentro do esperado pelo mercado. Segundo ela, a inflação de alimentos, como leite e ovos, tem mostrado comportamento mais moderado, o que alivia a pressão sobre o custo de vida. Juliana também mencionou a volatilidade de itens como legumes e verduras no início do ano, que tradicionalmente registram variações mais acentuadas devido a fatores climáticos.

No cenário econômico, o dado de inflação reforça a ideia de que o Brasil pode iniciar um ciclo de cortes na taxa básica de juros (Selic) já a partir de março. Em um valor de 15% ao ano, a taxa é avaliada por economistas como elevada diante da inflação em patamar controlado, e projeções indicam cortes graduais ao longo de 2026, potencialmente levando a Selic para cerca de 12,5% ao ano até o fim do período. Juliana explicou que essa trajetória reflete um debate no mercado sobre a necessidade de estimular o crescimento econômico sem comprometer o controle de preços.

Outro fator destacado é a recente queda do dólar, que fechou em níveis próximos aos menores em quase dois anos. A desvalorização da moeda americana frente ao real ajuda na redução de pressões inflacionárias, especialmente em produtos e insumos importados, e pode fortalecer a confiança dos agentes econômicos em um processo sustentável de redução dos juros.

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