
Israel anuncia reabertura da fronteira de Gaza para que moradores saiam nos “próximos dias”
Reprodução: Reuters
Resumo
O Estado de Israel autorizou a saída de moradores da Faixa de Gaza para o Egito pelos próximos dias, como parte do plano de paz dos Estados Unidos, utilizando a passagem de Rafah.
A passagem de Rafah, localizada na fronteira entre Gaza e Egito, será reaberta com apoio dos egípcios e da União Europeia, após o controle total do exército israelense em maio de 2024 e a liberação de ajuda humanitária em janeiro.
A Organização Mundial da Saúde informou que mais de 16 mil pessoas estão doentes ou feridas em Gaza e precisam ser evacuadas, enquanto autoridades do Cairo negam a reabertura imediata e condicionam o acordo à entrada e saída conforme o plano do presidente Donald Trump.
O Estado de Israel declarou, nesta quarta-feira (03), que os moradores da Faixa de Gaza serão autorizados a sair para o Egito nos “próximos dias”, por meio de uma passagem específica. A medida integra o plano de paz elaborado pelos Estados Unidos.
A passagem de Rafah, que liga Gaza ao Egito, será reaberta em cooperação com autoridades egípcias e com a União Europeia. O plano previa que o local fosse reaberto em outubro, logo após o anúncio do cessar-fogo.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que mais de 16 mil pessoas estão doentes ou feridas em Gaza e precisam deixar a região imediatamente para receber atendimento médico.
Em maio de 2024, o exército israelense assumiu o controle total da fronteira de Rafah, alegando que ela vinha sendo utilizada por grupos terroristas e para a entrada de armas. Em janeiro deste ano, Israel reabriu o corredor e permitiu a chegada de ajuda humanitária a Gaza.
As autoridades do Cairo, porém, negaram a informação sobre a reabertura imediata e declararam que “se um acordo for alcançado, a passagem funcionará nos dois sentidos, entrada e saída da Faixa de Gaza, conforme o plano do presidente Donald Trump”.
A fronteira de Rafah é a principal rota de saída para palestinos autorizados a deixar o território e está sob supervisão israelense desde 2007. O local também é utilizado para a passagem de caminhões que transportam medicamentos, combustível e alimentos.
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