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Israel aceita cessar-fogo e inicia plano de paz em Gaza

Acordo mediado por Donald Trump prevê libertação de 48 reféns, trégua imediata e reconstrução da Faixa de Gaza.

Da Redação
DA REDAÇÃO

09/10/2025 • 17:28 • Atualizado em 09/10/2025 • 17:28

Gaza

Gaza

Divulgação/UNRWA/WHO

Resumo

Cessar-fogo em Gaza: O governo de Israel aprovou um acordo com o Hamas para iniciar um cessar-fogo na Faixa de Gaza, libertando 40 reféns. O plano, mediado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, inclui ajuda humanitária e o recuo das tropas israelenses.

Libertação de reféns e prisioneiros: O acordo prevê a libertação de 20 reféns vivos e a devolução de 28 corpos, além da soltura de quase 2 mil prisioneiros palestinos por Israel. A expectativa é que as libertações ocorram entre segunda e terça-feira da próxima semana.

Reconstrução e estabilidade futura: A trégua estabelece o fim dos bombardeios e inicia a reconstrução de Gaza, com a reabertura da passagem de Rafá. A presença de múltiplos mediadores internacionais poderá aumentar as chances de uma paz duradoura, apesar da cautela devido a fracassos anteriores.

O governo de Israel aceitou, nesta quinta-feira (9), o plano de cessar-fogo proposto pelo Hamas e deu início imediato à implementação de um plano de paz mediado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O acordo prevê a libertação de 40 reféns, entre mortos e sobreviventes, e marca o primeiro passo para o fim de dois anos do massacre na Faixa de Gaza. Segundo o governo americano, participaram das negociações países como Egito, Catar, Turquia e Indonésia.

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A primeira fase prevê a interrupção imediata dos ataques israelenses, o recuo parcial das tropas e a entrada de ajuda humanitária com cerca de 600 caminhões de alimentos, água e remédios. Segundo fontes diplomáticas, a libertação dos reféns deve ocorrer em até 72 horas após o início do cessar-fogo e o reposicionamento do exército israelense para a chamada “linha amarela”, uma área de segurança definida entre as partes.

48 reféns e quase 2 mil prisioneiros palestinos

Entre os reféns incluídos no acordo, 20 estão vivos e outros 28 são corpos que serão devolvidos às famílias em Israel. Em troca, o governo israelense deve libertar quase 2 mil prisioneiros palestinos, embora, segundo a imprensa local, o pacto não envolva nomes considerados terroristas ou envolvidos nos ataques de 7 de outubro de 2023 — episódio que deu início ao massacre e provocou a morte de milhares de pessoas.

A expectativa é de que as libertações comecem entre segunda e terça-feira (13 e 14), conforme declarou Donald Trump em entrevista coletiva. O republicano afirmou que a operação é “logisticamente complexa”, mas garantiu que “será um dia de alegria quando os reféns voltarem para casa”. O presidente americano também confirmou que pretende viajar à região — possivelmente ao Egito — para participar da cerimônia de assinatura oficial do acordo.

Trégua e reconstrução de Gaza

A proposta estabelece o fim dos bombardeios e o início de uma nova etapa de reconstrução do território palestino, devastado por dois anos de ofensiva militar. Estima-se que mais de 67 mil pessoas tenham morrido, a maioria civis, entre os quais milhares de mulheres e crianças. A reabertura da passagem de Rafah, na fronteira com o Egito, é outro ponto fundamental: será por ali que deverão entrar os comboios humanitários e, posteriormente, equipes de reconstrução com apoio da comunidade internacional.

Mesmo diante da celebração nas ruas de Tel Aviv e Gaza, o clima ainda é de cautela. Tentativas anteriores de cessar-fogo fracassaram por causa de ataques pontuais ou disputas políticas internas.

Papel de Donald Trump e a pressão internacional

O presidente americano tem explorado o caráter histórico do acordo, descrevendo-o como “o fim da guerra” e reforçando sua imagem de negociador em temas globais. Trump cobiça o prêmio Nobel da Paz e o vencedor deste ano será anunciado nesta sexta (10). Trump ressaltou que esta será a oitava guerra encerrada sob sua liderança.

O premiê israelense Benjamin Netanyahu, que há poucas semanas prometia “ir até o fim” contra o Hamas, acabou aceitando a proposta de Trump, demonstrando o peso político da aliança entre os dois países. O recuo das tropas e a abertura para o diálogo indicam uma mudança de postura após meses de isolamento e desgaste da imagem de Israel na comunidade internacional.

A confirmação do acordo é considerada um marco diplomático no conflito, mas o caminho até a paz definitiva ainda é incerto. As próximas horas serão decisivas para testar a execução dos compromissos e o respeito às condições estabelecidas pelas partes.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.