
Hamas
via REUTERS
As negociações entre Israel e Hamas para a resolução do conflito na Faixa de Gaza entraram em um momento crucial. Sob forte pressão dos Estados Unidos e com o apoio do Papa, as tratativas ocorreram nesta segunda-feira (06), no Cairo, Egito.
O presidente Donald Trump, pressionou o Hamas a liberar todos os reféns, um ponto central nas negociações, contudo, o grupo buscou discutir outros aspectos da proposta apresentada. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, declarou que a libertação dos reféns israelenses está próxima, mas a guerra ainda não chegou ao fim. Além disso, o Hamas quer participar ativamente do controle de Gaza, o que representa um obstáculo para Israel, que recusa essa possibilidade.
O embaixador Rubens Barbosa analisou a proposta do Hamas, afirmando que Israel dificilmente aceitará o papel do grupo como parte política em Gaza. Já o professor Leonardo Trevisan apontou a crise política interna israelense, com a oposição aceitando negociar, podendo afetar o andamento das negociações. A figura central nesse processo é Jared Kushner, genro do presidente americano e responsável pelos esforços de mediação. “Trump tem mais informações sobre a oposição israelense e, talvez, Netanyahu esteja atrapalhando os bons negócios”, apontou Trevisan, sugerindo que o Primeiro-Ministro israelense esteja atrapalhando as negociações para se manter no poder.
A guerra entre Israel e Hamas completará dois anos na próxima terça-feira (07) e os números atingem mais de 67 mil mortos e quase 170 mil feridos, de acordo com a ONU. Manifestações em capitais como Paris e Amsterdã criticaram a ofensiva israelense e a morte de civis palestinos em Gaza, refletindo o impacto global do conflito. As negociações continuam no Cairo.

