
Israel ignora Trump e aceno do Hamas e mantém operação em Gaza
Reuters
O Exército de Israel mantém neste sábado (4) a operação militar na Faixa de Gaza mesmo com o aceno do Hamas de aceitar parte de um plano e cessar-fogo negociado por Donald Trump. Um dia ante, o presidente americano deu um ultimato ao grupo terrorista, que afirmou aceitar devolver os reféns em troca de negociar uma rendição completa.
Em uma postagem na Truth Social, Trump pediu a paralisação imediata dos bombardeios no enclave Palestino. Enquanto o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, disse estar pronto para colocar o acordo de paz em vigência o mais rápido possível.
Já o porta-voz da Força de Defesa de Israel, Coronel Avichay Adraee, alertou ser perigoso voltar para a Cidade de Gaza - a maior área urbana do território palestino. O militar afirmou ainda que as operações continuam no terreno para combater o Hamas.
No X, o antigo Twitter, o Exército israelense postou ser “prioridade máxima” a garantia das capacidades militares de Israel em Gaza. Enquanto as forças devem manter o “mais alto grau de vigilância” para impedir ameaças. O comando está reunido para discutir os próximos passos da operação militar iniciada há quase dois anos.
No início da semana, em Washington, Donald Trump e Benjamin Netanyahu anunciaram os termos de um cessar-fogo que prevê a liberação dos reféns israelenses em 72 horas, após a assinatura de um acordo. O plano ainda prevê a liberação de 250 palestinos detidos por Israel, a retirada das tropas em Gaza e a desmilitarização do Hamas. O grupo ainda não participaria de um futuro governo responsável por gerir o enclave.
Um alto funcionário do Hamas disse estar pronto para participar das negociações de um cessar-fogo, embora o grupo tenha condicionado que deseja fazer mudanças em alguns dos termos anunciados por Trump e Netanyahu.
Na noite de sexta-feira (3), o primeiro-ministro israelense disse estar pronto para a implementação imediata do acordo de paz, enquanto Donald Trump disse estar ciente confiante em uma paz duradoura no Oriente Médio.
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