
Faixa de Gaza
REUTERS/Mohammed Salem
O Governo de Israel anunciou, neste domingo (2), a suspensão da entrada de ajuda humanitária e outros bens na Faixa de Gaza após o Hamas rejeitar a prorrogação da primeira fase do cessar-fogo. O acordo, iniciado em janeiro, chegou ao fim no sábado (1º). Enquanto o primeiro-ministro israelense aceitou a proposta de prolongar a trégua até o Ramadã e a Páscoa judaica, o Hamas não concordou e acusou o Benjamin Netanyahu de manipular os termos.
Com isso, Israel retomou os ataques à Faixa de Gaza. Segundo o Ministério da Saúde local, pelo menos quatro pessoas morreram desde então, incluindo duas vítimas atingidas por drones e um jovem baleado por um atirador israelense. Além disso, 12 feridos foram contabilizados.
O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não forneceu mais detalhes sobre a decisão de suspender a ajuda, mas culpou o Hamas e advertiu sobre "consequências adicionais" caso o grupo não aceite a proposta dos Estados Unidos para estender o cessar-fogo.
Em resposta, o Hamas classificou a medida como uma "chantagem barata" e um "golpe" no acordo. O grupo pediu que os mediadores pressionem Israel para encerrar as punições em Gaza.
O Hamas defende um cessar-fogo permanente, a retirada completa das tropas israelenses e a reconstrução do território. Já Israel insiste na continuidade da troca de reféns e prisioneiros, além do aumento do fluxo de ajuda humanitária.
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