Band News FM
BandNews FM

Juliana Rosa: Câmara apresenta reforma administrativa com chance de avanço

Um dos pilares do debate, segundo a análise da economista, é o combate aos supersalários no funcionalismo público, que frequentemente ultrapassam o teto remuneratório

Por Redação
REDAÇÃO

03/10/2025 • 11:48 • Atualizado em 03/10/2025 • 11:48

Juliana Rosa
Redes Sociais:

A proposta de reforma administrativa apresentada pela Câmara dos Deputados representa uma iniciativa ousada, no que tange à necessidade de modernização do serviço público, segundo a economista Juliana Rosa, colunista da BandNews FM.

Compartilhar

De acordo com a colunista, o Congresso Nacional demonstra um empenho em acelerar pautas econômicas de impacto, visando, talvez, aprimorar a imagem da casa legislativa. Conforme Juliana Rosa, o projeto veio à tona após o avanço da pauta do Imposto de Renda, sinalizando uma intenção de focar em temas positivos para a sociedade.

Um dos pilares do debate, segundo a análise da economista, é o combate aos supersalários no funcionalismo público, que frequentemente ultrapassam o teto remuneratório, estabelecido pelo salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

A proposta, elaborada por um grupo de trabalho e apresentada pelo deputado Pedro Paulo, foca em limitar os chamados "penduricalhos" — licenças e adicionais que elevam os vencimentos a valores como R$ 60 mil ou R$ 100 mil, além de regalias como férias de dois meses. A eliminação desses benefícios, conforme Rosa, é uma medida bem-vista.

Juliana Rosa detalhou que conversou com a Ministra da Gestão, Esther Dweck, que classificou a proposta como muito ambiciosa. De acordo com a ministra, o governo federal apoia diversos aspectos do projeto, embora não a totalidade, e vê com bons olhos a tentativa de coibir os adicionais que inflacionam os vencimentos.

A ministra também ressaltou uma iniciativa que já vem sendo implementada pelo Executivo: a ampliação dos anos necessários para a progressão na carreira, uma vez que a ascensão ao topo atualmente ocorre em um período considerado curto, de cerca de dez a 12 anos.

De acordo com a análise final da colunista, a dificuldade de conciliar tantas partes interessadas, somada à proximidade do ano eleitoral, torna improvável que a reforma administrativa consiga avançar de forma substancial no horizonte imediato.

Newsletter Notícias

Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.

Selecione os seus temas favoritos: