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Juliana Rosa: Dino suspende “farra das contas públicas”

Decisão do ministro do STF ocorre após Congresso aprovar escala 3x1 dos servidores federais, além de outros auxílios que permitem ganhos acima do teto constitucional.

Da redação
DA REDAÇÃO

06/02/2026 • 14:54 • Atualizado em 06/02/2026 • 14:54

Dino

Dino

Reprodução: Agência Senado / Jefferson Rudy

Resumo

Decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu o pagamento de penduricalhos a servidores dos três poderes em todas as esferas, visando coibir supersalários que chegam a R$ 80 mil e ultrapassam o teto constitucional.

Reação ao aumento de benefícios aprovados pelo Congresso, como a escala de trabalho 3x1 para servidores do Legislativo, expôs a prática de gratificações e auxílios que elevam vencimentos acima do limite legal, gerando debate sobre o descontrole dos gastos públicos.

Determinação de revisão dos pagamentos em até 60 dias coloca pressão política sobre o Congresso e o governo, mas especialistas destacam que uma solução permanente exige aprovação de uma reforma administrativa, atualmente parada no Legislativo.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu o pagamento de "penduricalhos" a servidores públicos dos três poderes, em todas as esferas de governo (federal, estadual e municipal). A decisão busca frear a criação de supersalários que podem chegar a R$ 80 mil.

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A medida, anunciada nesta quinta-feira (5), é uma reação direta ao que foi descrito pela colunista da rádio BandNews FM Juliana Rosa como uma "farra das contas públicas", após o Congresso Nacional aprovar uma série de benefícios que elevam os salários muito acima do teto constitucional.

A polêmica mais recente, aprovada pelo Legislativo para seus próprios servidores, foi a criação de uma escala de trabalho 3x1 que concede um dia de folga remunerada a cada três dias trabalhados, com a possibilidade de converter o benefício em dinheiro.

Essa e outras gratificações, como auxílios para compra de paletó e combustível, funcionam como "penduricalhos" que não entram no cálculo do teto salarial do funcionalismo, atualmente em R$ 46.366,19 (a remuneração-base de um ministro do STF). Na prática, isso permite que os vencimentos de algumas categorias ultrapassem R$ 70 mil, enquanto a renda média do trabalhador brasileiro é de cerca de R$ 3.500.

A Decisão do STF e Próximos Passos

Em sua decisão, Dino determinou um prazo de 60 dias para que os órgãos públicos revisem todos os pagamentos e suspendam aqueles que não tiverem previsão expressa em lei.

Para Juliana Rosa, a medida gera um constrangimento político para o Congresso e pode dar ao presidente Lula o argumento necessário para vetar a controversa escala 3x1. No entanto, especialistas e parlamentares apontam que, embora a decisão de Dino tenha impacto imediato, uma solução definitiva para o descontrole dos gastos e a distorção salarial no serviço público depende de uma profunda reforma administrativa, que continua parada no Congresso.