
Dólar
Reprodução/Agência Brasil
Resumo
Dólar comercial é negociado abaixo de R$ 5, alcançando o menor valor desde março de 2024, impulsionado por investidores estrangeiros que veem o Brasil como oportunidade diante da instabilidade nos Estados Unidos e na Europa.
Desvalorização do dólar favorece a economia brasileira ao reduzir pressões inflacionárias, com fluxo de investimento estrangeiro na Bolsa superando o volume total de 2023, motivado pela alta dos preços de matérias-primas e percepção do real como moeda segura.
Taxa Selic elevada, oportunidades em energia limpa e terras raras e boas expectativas em relação a políticas fiscais nas eleições aumentam o interesse de investidores, podendo manter o dólar em queda e beneficiar consumidores brasileiros com preços mais baixos.
O dólar comercial abriu o dia e se mantém negociado abaixo dos R$ 5, atingindo o menor valor desde março de 2024. Por volta das 10h desta terça-feira (14), a moeda norte-americana era cotada a R$ 4,98, em um movimento de queda que reflete a percepção de investidores estrangeiros que veem o Brasil como um "país de oportunidades" em meio a um cenário de instabilidade nos Estados Unidos e na Europa.
A desvalorização do dólar é uma notícia favorável para a economia brasileira, pois ajuda a amenizar a pressão sobre a inflação, segundo a análise da colunista de economia da BandNews FM, Juliana Rosa.
Incertezas nos EUA e fluxo para o Brasil
De acordo com a colunista, o Brasil está se beneficiando de uma nova percepção de risco global. Fatores como a instabilidade política nos Estados Unidos fazem com que investidores procurem mercados alternativos e, nesse contexto, o real tem sido visto como uma moeda segura.
Prova disso é que o fluxo de investimento estrangeiro direto na Bolsa de Valores brasileira apenas neste ano já superou o volume total registrado em todo o ano de 2025. Os investidores de outros países estão mais animados com o Brasil do que os próprios investidores locais, segundo a jornalista, de olho no potencial do país como grande exportador de matérias-primas, como o petróleo, que tem os preços em alta no mercado internacional.
Juros altos e oportunidades futuras
Outro fator que atrai o capital estrangeiro para o Brasil é a alta taxa de juros. Com a previsão de que a taxa Selic se mantenha em um patamar elevado, em torno de 12,5% a 13% ao ano, o país se torna atrativo para investimentos que buscam maior rentabilidade. Esse cenário, somado às oportunidades em energia limpa e terras raras, coloca o Brasil em uma posição vantajosa.
A perspectiva, segundo economistas ouvidos por Juliana, é que se os candidatos às eleições presidenciais apresentarem bons planos para o equilíbrio das contas públicas, evitando um cenário de descontrole da dívida, o dólar poderá continuar sua trajetória de queda. Para o consumidor, essa é uma ótima notícia, pois um dólar mais baixo ajuda a conter os preços de produtos e serviços atrelados à moeda estrangeira.
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