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Juliana Rosa: governo anuncia metas das contas públicas de 2027

Colunista aponta que exceções na regra de gastos e o foco em aumento de tributos podem comprometer equilíbrio a longo prazo

Da redação
DA REDAÇÃO

16/04/2026 • 11:07 • Atualizado em 16/04/2026 • 11:07

Juliana Rosa
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Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Resumo

O anúncio do Governo Federal sobre novas metas fiscais objetiva reforçar a credibilidade do país, com previsão de superávit e aumento significativo da economia para os próximos anos, mas a estratégia gera dúvidas quanto à sua efetividade.

A análise da colunista Juliana Rosa destaca que o plano depende majoritariamente do aumento de arrecadação, sem controle rígido dos gastos públicos, o que pode manter a trajetória de crescimento da dívida nacional.

O discurso de responsabilidade fiscal busca manter a confiança de investidores internacionais, porém a ênfase em medidas de elevação tributária é insuficiente para resolver o desequilíbrio estrutural, pois várias despesas seguem fora do controle direto do governo.

O Governo Federal anunciou as novas metas para as contas públicas em uma tentativa de reforçar a credibilidade fiscal do país, mas a estratégia adotada levanta questionamentos sobre a eficácia dela. A gestão aposta em um superávit para os próximos anos, dobrando a meta de economia para mais de R$ 70 bilhões já no ano que vem.

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No entanto, segundo a colunista de economia da BandNews FM, Juliana Rosa, o plano se concentra fortemente no aumento da arrecadação, sem um controle rigoroso dos gastos, o que, na prática, pode manter a trajetória de crescimento da dívida pública.

O anúncio ocorre em um momento estratégico, enquanto o ministro da Fazenda, Dario Durigan, participa de reuniões do Fundo Monetário Internacional (FMI) nos Estados Unidos. A colunista aponta que o Brasil tenta passar a mensagem ao mercado internacional é de que o país é um país seguro para se investir e que há um esforço para equilibrar as contas.

A Busca por Confiança Externa

O discurso de responsabilidade fiscal tem como objetivo principal manter a confiança dos investidores estrangeiros, fator que tem contribuído para a recente queda do dólar. De acordo com a jornalista, o governo tenta mostrar um compromisso com a saúde financeira do país.

"O discurso do ministro da Fazenda é mostrar que o Brasil é um país seguro para se investir, que o governo está fazendo um esforço para poder entregar as metas das contas públicas", explicou.

Apesar das boas intenções, a estratégia focada em aumentar a receita tributária é vista com ressalva. Medidas como a tributação de fundos exclusivos, antes beneficiados por regras especiais, são consideradas positivas. Contudo, segundo Juliana, elas não são suficientes para resolver o desequilíbrio estrutural do Brasil, que já possui uma das cargas tributárias mais elevadas do mundo sem oferecer serviços públicos de qualidade compatível.

O ponto mais crítico do plano, segundo a análise, é a fragilidade das metas na prática. Diversas despesas continuam fora do controle principal, criando exceções que enfraquecem o resultado final.

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