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Juliana Rosa: inflação do mês de fevereiro fica em 0,7%

Com o resultado, índice acumulado nos últimos 12 meses atinge 3,8%, ainda acima do centro da meta estabelecido pelo Banco Central

Da redação
DA REDAÇÃO

12/03/2026 • 10:29 • Atualizado em 12/03/2026 • 10:29

Juliana Rosa
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Inflação

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Marcello Casal JrAgência Brasil

Resumo

Inflação oficial do Brasil, medida pelo IPCA, registrou alta de 0,7% em fevereiro, superando a previsão do mercado de 0,6%, com inflação acumulada de 3,8% em 12 meses e pressão vinda principalmente dos setores de Educação e Transportes.

Principais altas foram causadas pelo reajuste anual das mensalidades escolares, acima do esperado, aumento das passagens aéreas e tarifas de ônibus, além do impacto dos preços de alimentos como feijão, ovos e carne, com cenário externo pressionando combustíveis e insumos agrícolas devido ao conflito no Oriente Médio.

Expectativa do mercado financeiro indica que o Banco Central pode manter o ciclo de cortes na taxa de juros, atualmente em 15% ao ano, apoiado pela valorização do real e exportações de commodities, enquanto o Copom segue monitorando a evolução dos preços, combustíveis e aumento da inadimplência nas empresas.

A inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou uma alta de 0,7% em fevereiro, superando a previsão média do mercado, que girava em torno de 0,6%.

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Segundo a colunista de economia da BandNews FM, Juliana Rosa, o dado, divulgado nesta quinta-feira (12), acende um alerta sobre a persistência da pressão nos preços, especialmente em um cenário de incertezas globais. Com este resultado, a inflação acumulada nos últimos 12 meses chega a 3,8%.

O número de fevereiro vem na esteira de uma prévia já preocupante. O IPCA-15, que mede a inflação até a metade do mês, havia surpreendido com uma marca de 0,80%, muito acima do esperado, forçando os analistas a reajustarem suas projeções para o resultado consolidado.

Educação e Transportes como vilões

A colunista aponta que os principais responsáveis pela alta da inflação em fevereiro foram os gastos com Educação e Transportes.

O primeiro grupo, como é tradicional no período, sofreu o impacto do reajuste anual das mensalidades escolares. No entanto, a alta veio um pouco acima do previsto, o que pode refletir um aumento no custo de mão de obra devido ao aquecimento do mercado de trabalho.

No setor de Transportes, a pressão veio de múltiplas frentes, com destaque para o aumento nas passagens aérea, um movimento atípico para fevereiro, que usualmente registra queda após o período de férias, e o reajuste das tarifas de ônibus em diversas capitais do país.

Alimentos e o cenário externo

A alimentação também contribuiu para o resultado, com altas notáveis em itens como feijão, ovos e carne. Apesar disso, Juliana Rosa afirma que a inflação de alimentos tem se mostrado relativamente comportada no início do ano, período que costuma ser crítico devido a fatores climáticos.

O ponto de maior atenção para os próximos meses, no entanto, é o desenrolar do conflito no Oriente Médio, o que, segundo a jornalista, impacta diretamente o preço dos combustíveis, com o barril de petróleo voltando a ser negociado acima dos 100 dólares nesta quinta.

Além disso, Juliana aponta que o confronto também eleva o custo de insumos agrícolas, como fertilizantes, ameaçando a cadeia de alimentos.

O que esperar dos juros?

Mesmo com os resultados da inflação de fevereiro, a colunista diz que o cenário ainda oferece espaço para o Banco Central continuar o ciclo de cortes na taxa básica de juros, atualmente em 15% ao ano.

Ela aponta dois fatores principais:

  • A desaceleração do crescimento econômico e a valorização do real frente ao dólar, que tem oscilado na casa dos R$ 5,15
  • A força da moeda brasileira, impulsionada pelas exportações de commodities, matérias-primas básicas, que ajudam a conter parte da pressão inflacionária vinda do exterior.

Contudo, Juliana afirma que o Comitê de Política Monetária (Copom) deverá seguir atento à evolução dos preços, especialmente dos combustíveis, e ao aumento da inadimplência, que já começa a afetar grandes empresas e pode ser um freio adicional para a atividade econômica.

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