A colunista Juliana Rosa analisa o IPCA de julho, que registrou alta de 0,07%, refletindo o impacto da taxa de juros elevada e do endividamento recorde sobre a atividade econômica. Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses recuou para 4,4%, ficando abaixo do teto da meta do governo (4,5%).
O principal destaque de baixa foi o recuo nos preços dos alimentos, com uma deflação mais forte do que a sazonalmente esperada para o período, impulsionada por quedas em itens como tomate, batata, cenoura e café.
Em contrapartida, a inflação de serviços e de alimentação fora de casa continuam rodando em patamares elevados, próximos a 6% ao ano, enquanto a conta de luz pressionou o indicador do mês devido a reajustes expressivos de concessionárias.
Diante do cenário, Juliana Rosa comenta que o Banco Central mantém a porta aberta para novos cortes na taxa básica de juros em setembro, embora siga cauteloso quanto a riscos futuros. Entre os fatores de atenção para o segundo semestre estão as potenciais pressões do câmbio, o cenário externo e as expectativas de inflação ainda distantes da meta central para os próximos anos.



