Band News FM
BandNews FM

Juliana Rosa: Lula cria comitê para conversar com setores afetados pelo tarifaço de Trump

Segundo a colunista, estratégia visa uma abordagem mais setorial para enfrentar os desafios impostos pelas complexas relações comerciais com grandes parceiros, especialmente os Estados Unidos e a China

Por Redação
REDAÇÃO

14/07/2025 • 11:19 • Atualizado em 14/07/2025 • 11:19

Juliana Rosa
Redes Sociais:

A colunista Juliana Rosa, da BandNews FM, analisou durante a manhã desta segunda-feira (14) a iniciativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de criar um comitê dedicado a dialogar com diversos setores da economia nacional. Esta estratégia visa uma abordagem mais setorial para enfrentar os desafios impostos pelas complexas relações comerciais com grandes parceiros, especialmente os Estados Unidos e a China.

Compartilhar

Em sua análise, a especialista repercutiu o impacto dessas relações no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, destacou que "em termos de impacto no PIB, seria limitado", variando entre 0,3 a 0,5% do PIB brasileiro. No entanto, ela ressalta que o potencial setorial é significativo e pode causar um desastre se não for bem administrado.

A pauta de exportação brasileira para os Estados Unidos é consideravelmente diversificada, incluindo produtos como petróleo, minério de ferro, máquinas, aeronaves, café, celulose e artigos de madeira. Em contraste, as exportações para a China são predominantemente de commodities, como soja, minério de ferro e petróleo, que juntas representam 60% das exportações para esse país.

Rosa mencionou conversas com líderes de diferentes setores, incluindo o Instituto Aço Brasil e a Associação Brasileira de Máquinas. O primeiro expressou preocupações de que o estresse político possa prejudicar negociações em curso, como a substituição de tarifas por cotas.

Enquanto isso, o segundo setor, representado por José Veloso, acredita que o argumento político usado frequentemente é mais uma desculpa do que um fator principal, sendo a real disputa com a China.

Os empresários defendem uma negociação diplomática para tentar reverter as tarifas. Eles estão confiantes de que a estratégia de ameaças usada por Trump pode ser uma oportunidade para negociações mais eficazes.

Contudo, alertam que uma retaliação direta, como a feita pela China, que levou a tarifas de até 145%, pode não ser eficaz para o Brasil, dado o poder de influência menor em comparação com a China.

No contexto de negociações, os empresários sugerem que o Brasil deve seguir uma abordagem semelhante à do México, onde a presidente adota um discurso público inflamado, mas mantém negociações discretas e efetivas nos bastidores. Eles acreditam que "retaliar é o pior caminho nesse momento para o Brasil", enfatizando a importância de manter a calma e buscar soluções diplomáticas.

*Texto gerado por inteligência artificial e revisado pela redação de Band.com.br.

Newsletter Notícias

Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.

Selecione os seus temas favoritos: