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Justiça condena “coach's de conquista e de homens” por exploração sexual

Americano e brasileiro são sentenciados a 17 anos de prisão por usarem mulheres como “cobaias” em cursos que custavam até 50 mil dólares

Da redação
DA REDAÇÃO

08/04/2026 • 10:27 • Atualizado em 08/04/2026 • 10:27

Coaches ensinam sedução e aliciam mulheres

Coaches ensinam sedução e aliciam mulheres

Reprodução/Brasil Urgente

Resumo

Condenação da 4ª Vara Criminal Federal de São Paulo sentenciou os coaches Mark Thomas Firestone (americano) e Fabrício Marcelo Silva de Castro Junior (brasileiro) a 17 anos e 6 meses de prisão em regime fechado por exploração sexual.

Esquema envolvia uso de mulheres como "cobaias" em curso de conquista para estrangeiros, chamado "Millionaire Social Circle", promovido em uma mansão no Morumbi, Zona Sul de São Paulo, em 2023, com valores de até 50 mil dólares.

Investigação da Polícia Federal começou após denúncia da Embratur, levou à identificação dos responsáveis e resultou na condenação judicial, embora ainda caiba recurso da defesa em instâncias superiores.

A 4ª Vara Criminal Federal de São Paulo condenou, nesta segunda-feira (6), o coach americano Mark Thomas Firestone e o brasileiro Fabrício Marcelo Silva de Castro Junior a 17 anos e 6 meses de prisão em regime fechado pelo crime de exploração sexual.

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A dupla foi acusada de promover um esquema em que mulheres eram usadas como "cobaias" para alunos de um "curso de conquista", intitulado de "Millionaire Social Circle", realizado em uma mansão no Morumbi, na Zona Sul da capital paulista, em 2023.

A investigação, conduzida pela Polícia Federal, teve início após uma denúncia feita pela Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo). Os cursos, voltados para estrangeiros, chegavam a custar 50 mil dólares e prometiam ensinar técnicas de sedução.

O grupo de estrangeiros, liderado pelos "mentores", organizou uma festa em uma mansão de luxo com o objetivo explícito de usar as mulheres presentes como objeto de treinamento para os alunos do curso. Elas não sabiam que estavam servindo de "cobaias" para que os participantes aplicassem as supostas técnicas de conquista ensinadas.

Investigação e condenação

Após a denúncia da Embratur, a Polícia Federal iniciou a apuração do caso, que culminou na identificação e no processo contra os responsáveis. A decisão da Justiça Federal considerou as provas robustas o suficiente para condenar o coach americano e seu parceiro brasileiro por exploração sexual.

Apesar da sentença determinar o cumprimento da pena em regime fechado, a defesa dos condenados ainda pode recorrer da decisão em instâncias superiores.