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Brasil

Justiça do Rio recua e suspende falência da empresa Oi

No último mês de outubro, as dívidas somavam R$ 1,7 bilhões

2 min

14/11/2025 19:14 • Atualizado há 344 dias

Justiça do Rio recua e suspende falência da empresa Oi

A justiça do Rio de Janeiro fez a suspensão nesta sexta-feira (14), da falência da empresa Oi, que foi decretada na última segunda-feira (10).

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A decisão foi assinada pela desembargadora Mônica Maria Costa, da 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, atendendo a um pedido do banco Itaú, um dos maiores credores da empresa.

A suspenção da falência retorna o processo ao modelo de recuperação judicial, formato considerado menos prejudicial tanto aos credores quanto à prestação de serviços da companhia.

No recurso apresentado, o Itaú argumentou que a Oi descumpriu o plano de recuperação judicial ao não concluir a venda de ativos relevantes, conhecidos como Unidades Produtivas Isoladas.

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Para o banco, decretar a falência neste momento poderia causar “prejuízos ainda mais graves, não apenas aos credores, mas também ao interesse público”, visto que a companhia continua responsável por serviços essenciais.

A decisão tomada nesta sexta feira torna os escritórios Wald Administração de Falências e Preserva-Ação, representados por Bruno Rezende, administradores judiciais no processo, novamente responsáveis pelo acompanhamento da execução do plano e da reorganização da empresa.

Além de suspender a falência e restabelecer o processo de recuperação judicial, a decisão também determinou que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e a Advocacia-Geral da União (AGU) fossem formalmente notificadas a se manifestarem no caso.

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O MP exigiu que a União avalie medidas de intervenção econômica e que a Anatel apresente planos concretos para certificar a manutenção das operações.

A Oi presta diversos serviços essenciais que vão além da telefonia, como sistemas de tráfego aéreo, redes das lotéricas e linhas de emergência como as policiais, do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil. A empresa ainda garante o funcionamento de orelhões e linhas fixas em locais onde outras não atuam.

A falência da empresa, que foi decretada pela 7ª Vara Empresarial do TJ-RJ, ocorreu em função do protagonismo da Oi em uma das maiores recuperações judiciais da história do país.

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A decisão veio após o pedido de Bruno Rezende pelo reconhecimento da insolvência, na última sexta-feira (7). Em outubro, as dívidas fora do processo de recuperação judicial somavam R$ 1,7 bilhão, meio bilhão a mais do que o valor apresentado em junho.

A juíza Simone Gastesi Chevrand, responsável pela decisão, destacou no documento que, mesmo após a decretação da falência, a empresa deveria manter, de forma provisória, a operação dos serviços considerados essenciais.

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