O aguardado plano de paz para o conflito na Faixa de Gaza, apresentado por Donald Trump e Benjamin Netanyahu, recebeu um apoio surpreendente da comunidade internacional.
Segundo o jornalista Felipe Kieling, o projeto foi visto com bons olhos por países europeus e nações árabes, sendo considerado por aliados de ambas as partes como o caminho mais promissor a ser seguido. A expectativa agora se concentra na resposta do grupo Hamas, que informou estar analisando a proposta.
Conforme Kieling, a receptividade global ao projeto se choca com seu ponto mais sensível e menos claro: a criação de um Estado Palestino.
O colunista destaca que, embora o documento abra uma margem para a formação desse Estado — objetivo apoiado por mais de 150 países, incluindo nações ocidentais como Reino Unido e França —, o premier Netanyahu já declarou publicamente que não aceitará tal iniciativa. Essa ambiguidade é um dos focos de dúvida que pairam sobre a real viabilidade da proposta.
O jornalista detalha os principais termos do acordo proposto, que prevê uma série de ações recíprocas. Segundo Kieling, o plano exige que o Hamas liberte reféns vivos e mortos em até 72 horas.
Em troca, Israel libertaria centenas, ou até milhares, de prisioneiros palestinos. Ademais, combatentes do Hamas que entregarem suas armas receberiam anistia e permissão para se deslocar para outros países, deixando Gaza.
De acordo com o colunista, o plano inclui um ambicioso projeto de reconstrução da Faixa de Gaza, com incentivos para que os palestinos permaneçam e ajudem no processo, além de maior entrada de ajuda humanitária.
Um governo provisório seria estabelecido com a participação de membros palestinos e da comunidade internacional, respondendo a um "Conselho da Paz" liderado por Trump e que incluiria figuras influentes como o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.
Kieling ressalta, contudo, que a proposta foi entregue como um ultimato ao Hamas. Conforme o jornalista, Trump e Netanyahu deixaram claro que, caso o grupo se recuse a aceitar o acordo, os bombardeios e a operação militar continuarão com total apoio dos Estados Unidos para "terminar o trabalho".
O colunista prevê que, por ser complexo e ter pontos vagos, o Hamas provavelmente pedirá mais esclarecimentos antes de dar uma resposta final, enquanto o conflito segue ativo.
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