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Emmanuel Macron não quer negociar com a extrema-direita e com a extrema-esquerda

Correspondente da BandNews FM analisou os resultados das eleições legislativas na França após a surpreendente vitória da coalisão de partidos da esquerda

Por Redação
REDAÇÃO

08/07/2024 • 10:18 • Atualizado em 08/07/2024 • 10:18

Felipe Kieling

O correspondente Felipe Kieling, da BandNews FM, analisou durante a manhã desta segunda-feira (8) os resultados eleitorais para o legislativo da França. Extrema-direita, que largou na frente no primeiro turno e era favorita para comandar o Parlamento francês, perdeu espaço e não conseguirá maioria dos deputados.

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Segundo o jornalista, a França "mergulha no incerto" após a coalizão de partidos de esquerda conseguir o maior número de assentos após as eleições. O problema, no entanto, é que há grupos de extrema-esquerda entre as legendas.

A dissolução do parlamento e a convocação de novas eleições para o legislativo na França foi realizada pelo presidente Emmanuel Macron como uma tentativa de evitar que o partido de Marine Le Pen, a Reunião Nacional, pudesse chegar ao poder com força nas próximas eleições presidenciais.

"Essa frente popular, essa coalização de esquerda conseguiu 182 cadeiras. Nenhuma bancada está com maioria para governar. Era preciso, pelo menos, 289 representantes. Agora, começa o período de negociação para se formar uma coalizão, mas essa negociação não será simples. Macron não queria negociar com a extrema-direita, muito menos com a coalizão de esquerda por ter representantes da extrema radical. Agora, a França entra num período de incertezas, o que fez a Bolsa [de Valores] despencar", analisou.

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