
Putin e Trump
REUTERS/Kevin Lamarque
Líderes da Europa reagem ao encontro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, nesta sexta-feira (15), no Alasca. Chefes de Estado, embaixadores e ministros da União Europeia se manifestaram nas redes sociais e definiram a reunião como "um vislumbre de esperança" que representa "um progresso importante".
Representantes da Inglaterra, da França, da Itália, da Finlândia e da Noruega também se pronunciaram a respeito do encontro. Apesar de a reunião significar um avanço nas negociações, as autoridades afirmaram que continuarão pressionando a Rússia pelo fim da guerra. Eles também disseram que estão trabalhando para garantir segurança e paz para a Ucrânia e a Europa.
Em Oslo, capital norueguesa, o ministro das Relações Exteriores do país, Espen Barth Eide, analisou o encontro. : "O presidente Putin da Rússia reiterou argumentos conhecidos, como a ênfase nas chamadas 'causas profundas' da guerra, que é o código para a justificativa russa para a invasão ilegal da Ucrânia. Nossa visão é clara: é importante que continuemos a pressionar a Rússia, e até mesmo aumentá-la para dar um sinal claro à Rússia de que ela deve pagar o preço", informou à agência de notícias Reuters.
O presidente da França, Emmanuel Macron, também declarou, através da rede social X - o antigo Twitter - que está ao lado da Ucrânia no confronto. “Continuaremos a trabalhar em estreita colaboração com @POTUS e o presidente @ZelenskyyUa para salvaguardar nossos interesses em um espírito de unidade e responsabilidade. A França permanece firmemente ao lado da Ucrânia”, afirmou.
A expectativa era de que Putin e Trump definissem termos para a trégua na guerra com a Ucrânia. No entanto, o encontro terminou sem acordo. O russo voltou a defender os interesses do país em um eventual avanço no cessar-fogo na Europa e, após a reunião, ponderou que uma solução duradoura e a garantia da segurança da Ucrânia depende do respeito às exigências da Rússia.
Após o encontro, Trump prometeu acionar a Otan e conversar com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, para alinhar os termos do cessar-fogo. Em breve conversa com a imprensa, o republicano afirmou que cabe ao ucraniano concordar ou não com uma trégua. Os dois têm uma reunião marcada na Casa Branca na segunda-feira (18).
*Sob supervisão de Alexandre Bentivoglio
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