
Will Bank
Reprodução
Nesta quarta-feira (21), o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Will Bank, um banco digital ligado ao grupo Master. A decisão foi tomada após o BC definir a insolvência da instituição, além de seu forte vínculo com o Banco Master, que já estava em processo de liquidação desde novembro de 2025. O Will Bank teve sua insolvência reconhecida após meses sob Regime Especial de Administração Temporária (RAET), mecanismo que buscava preservar operações mínimas enquanto se avaliava a viabilidade da instituição.
Para o jornalista Eduardo Barão, âncora da BandNews FM e correspondente nos Estados Unidos, a medida do Banco Central levanta um questionamento central: por que a liquidação só ocorreu após um colapso operacional evidente, e não de forma preventiva?
O que é o Caso Master?
O Caso Master envolve o Banco Master, instituição financeira que entrou em liquidação extrajudicial em novembro de 2025 após o Banco Central identificar graves inconsistências contábeis, ausência de documentos essenciais e falhas recorrentes de governança. Auditorias internas e externas já apontavam problemas estruturais desde 2019, na avaliação do jornalista, o histórico de alertas ignorados evidencia um padrão preocupante de tolerância regulatória.
O que é o Will Bank e qual sua ligação com o Master?
O Will Bank operava como banco digital ligado diretamente ao grupo Master. Embora juridicamente distinto, mantinha dependência operacional e financeira do banco-mãe. Após a liquidação do Master, o Will Bank foi colocado sob RAET, justamente, por essa relação estreita.
A expectativa era de que o regime especial funcionasse como um amortecedor, permitindo reorganização ou eventual venda. No entanto, a falta de liquidez e o agravamento das pendências financeiras tornaram o cenário insustentável.
O papel da Mastercard no Caso Master
Um dos pontos mais críticos levantados por Eduardo Barão diz respeito à atuação da Mastercard. Na terça-feira (20), a empresa suspendeu os cartões do Will Bank por falta de pagamento de taxas obrigatórias, um passo que, na prática, paralisou a operação cotidiana do banco.
Para Barão, a sequência dos fatos é reveladora. “Por que foi preciso a Mastercard interromper os serviços para que o Banco Central agisse?”, questionou. Na visão do jornalista, a autoridade monetária deveria ter adotado medidas mais duras antes que um agente privado expusesse a fragilidade do sistema.
Como estão as investigações?
O Banco Central segue conduzindo apurações administrativas, enquanto o caso também desperta interesse de órgãos de controle e do Ministério Público. O foco está na responsabilidade dos gestores, na possível omissão de informações e na atuação dos mecanismos de fiscalização ao longo dos últimos anos.
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