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Lula celebra acordo Mercosul-UE: "Dia histórico para o mundo"

Após 25 anos, parceria criará uma das maiores áreas de livre comércio do mundo; presidente Lula destaca que acordo não limitará Brasil a exportador de commodities

Por Redação
REDAÇÃO

16/01/2026 • 15:46 • Atualizado em 16/01/2026 • 15:46

Lula se encontra com a presidente da a Comissão Europeia, na véspera da assinatura do acordo entre Mercosul e UE

Lula se encontra com a presidente da a Comissão Europeia, na véspera da assinatura do acordo entre Mercosul e UE

Ricardo Stuckert/Presidência da República

Resumo

Conclusão do acordo entre Mercosul e União Europeia foi celebrada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, encerrando mais de 25 anos de negociações e criando uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, com 720 milhões de pessoas e PIB de US$ 22 trilhões.

Prioridade do governo Lula foi restaurar a parceria em novas bases, buscando ampliar exportações de bens industriais, atrair investimentos europeus para setores estratégicos e alinhar o tratado com os objetivos de reindustrialização do Brasil.

Fundamentação do acordo inclui valores democráticos, compromissos ambientais, respeito aos direitos humanos e igualdade de gênero, com destaque para reuniões entre Lula, Ursula von der Leyen e Antonio Costa para fortalecer o papel do Brasil nas negociações.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva celebrou a conclusão do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, classificando a parceria como "boa para o Brasil, para o Mercosul, para a Europa e, sobretudo, para o mundo democrático". O tratado, que será assinado neste sábado (17) em Assunção, no Paraguai, finaliza mais de 25 anos de negociações e cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, unindo cerca de 720 milhões de pessoas e um PIB combinado de mais de US$ 22 trilhões.

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Parceria em Novas Bases

Em seu discurso, Lula afirmou que restaurar a parceria com a União Europeia em novas bases foi uma prioridade desde o início de seu terceiro mandato. O presidente ressaltou que o acordo é compatível com os objetivos de reindustrialização do Brasil e não limitará o país ao "eterno papel de exportadores de commodities". A ideia, segundo ele, é ampliar a venda de bens industriais de maior valor agregado e atrair investimentos europeus para cadeias estratégicas, como a transição energética e digital.

"A liberalização e a abertura comerciais só fazem sentido se forem capazes de promover o desenvolvimento sustentável e reduzir as desigualdades."

Além da Economia

Lula destacou que a parceria vai além da dimensão econômica, sendo fundamentada em valores compartilhados como o respeito à democracia, ao Estado de Direito e aos direitos humanos. O acordo prevê compromissos com o meio ambiente, o enfrentamento às mudanças climáticas, os direitos dos povos indígenas e a igualdade de gênero. Para o presidente, mais diálogo e cooperação garantirão padrões elevados de respeito aos direitos trabalhistas.

Apesar da cerimônia oficial ocorrer no Paraguai, o presidente Lula se reuniu nesta sexta-feira (16), no Rio de Janeiro, com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa, para reforçar o protagonismo do Brasil na negociação.