
Lula chega à Malásia com expectativa de encontro com Trump
Antônio Cruz/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou nesta sexta-feira (24) em Kuala Lumpur, a capital da Malásia, onde participa da reunião da Asean - Associação das Nações do Sudeste Asiático. O brasileiro espera reforçar o comércio com a região, uma das que mais cresce no mundo, além de viver a expectativa de uma reunião bilateral presencial com o americano Donald Trump.
Fontes da BandNews FM afirmam que o encontro será no domingo (26), no fim da tarde no horário local. O Brasil está 11 horas atrás do fuso malaio.
No governo, no entanto, a reunião bilateral não é confirmada oficialmente, mas tratada como possível. A Casa Branca divulgou a agenda de Trump sem a previsão do encontro com Lula. Mas ambos estão sem compromissos agendados entre 16h e 18h do domingo.
Este pode ser o primeiro encontro oficial entre os presidentes. Antes, durante a Assembleia Geral da ONU no mês passado, ambos trocaram um aperto de mão e tiveram uma “química boa”. De lá pra cá, os mandatários se falaram também por telefone.
Para o governo brasileiro, o aceno a Trump é importante para tentar reaver a taxação de produtos brasileiros vendidos aos Estados Unidos, hoje em 50% para os itens que ficaram de fora de uma extensa lista de exceções. Já o americano se interessa por minerais críticos abundantes no Brasil, além de produtos agrícolas que estão em falta no território norte-americano.
Ainda na Indonésia, em conversa com os jornalistas, Lula disse que espera ter um encontro para demonstrar a “harmonia” entre os países - as duas maiores potências do continente americano. Ele também afirmou estar otimista na reversão da taxação contra produtos brasileiros.
Brasil e Estados Unidos viveram um distanciamento recente no comércio internacional, com o bloqueio de canais diplomáticos e o esfriamento de uma relação de mais de 200 anos entre Brasília e Washington.
Falas do presidente Lula sobre o fortalecimento do BRICS e de um comércio global menos dependente do dólar irritaram Trump, que também foi influenciado por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro pedindo sanções por questões judiciais brasileiras.
A Casa Branca citou Bolsonaro na carta em que anunciou a taxação aos produtos brasileiro, além de ter cancelado vistos de autoridades brasileiras e ter aplicativo a Lei Magnitsky no ministro do STF Alexandre de Moraes, relator dos processos de tentativa de golpe de Estado no Brasil.
LULA NA INDONÉSIA
Antes de chegar à Malásia, Lula foi recebido pelo presidente da Indonésia e defendeu o aprofundamento das relações comerciais entre os países. Compradores de produtos agrícolas brasileiros, os indonésios podem ser parceiros nas áreas de tecnologia.
Em discurso na capital Jakarta, o presidente brasileiro defendeu, sem citar os Estados Unidos, o fim do protecionismo no comércio internacional. Lula também voltou a defender a autonomia dos países negociarem trocas comerciais nas próprios moedas, reduzindo a participação do dólar no sistema de pagamento.
Lula volta ao Brasil apenas na próxima segunda (27).
TRUMP NA ÁSIA
Enquanto ocorre a Asean, o presidente americano Donald Trump aproveita para fazer a primeira visita à Ásia neste segundo mandato. Ele passará ainda pelo Japão e pela Coreia do Sul.
Enquanto estiver na Malásia, existe a expectativa do americano se reunir presencialmente também com o líder chinês, Xi Jinping. Seria o primeiro encontro entre ambos depois do início das tarifas.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:


