
Lula aprova sanção que fortalece o combate ao crime organizado
Reprodução: Mark Schiefelbein/AP
Resumo
Presidente Lula anuncia investigação independente sobre operação policial no Rio que deixou 121 mortos, classificando-a como "uma matança" e não uma ação de cumprimento de mandados de prisão.
Operação no Alemão e na Penha, considerada a mais letal da história do Rio, envolveu 2.500 agentes e foi descrita pelo governador Cláudio Castro como "um sucesso", apesar das críticas.
Polícia Federal será envolvida na investigação para assegurar transparência e responsabilização, enquanto o Itamaraty e o STF também tomarão medidas para acompanhar o caso.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta terça-feira (4) que legistas da Polícia Federal participem da invsestigação da megaoperação policial realizada em 28 de outubro nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, que resultou em ao menos 121 mortos. Segundo Lula, a ordem judicial visava cumprir mandados de prisão e não autorizar “uma matança”.
Operação e reação do governo federal
A ação da polícia fluminense, classificada como a mais letal da história do estado, foi deflagrada no dia 28 de outubro e reuniu cerca de 2.500 agentes com utilização de blindados, helicópteros e drones nos dois complexos de favelas.
O governador Cláudio Castro (PL-RJ) descreveu a operação como “um sucesso”, enfatizando que as vítimas seriam apenas os quatro policiais mortos.
Contrariamente, o presidente Lula qualificou o episódio como “desastroso” e “uma matança”.
“A ordem do juiz era uma ordem de prisão, não tinha uma ordem de matança, e houve matança”, afirmou em entrevista a agências internacionais em Belém (PA), onde o presidente vai participar da COP 30.
Na última segunda-feira (3), uma pesquisa Genial Quaest apontou que 85% dos moradores do Rio de Janeiro apoiam aumentar a pena de prisões para condenados por homícidio envolvidos com organizações criminosas.
Além disso, 72% dos entrevistados concordam que facções criminosas tem que ser classificadas como organizações terroristas e 64% apoiaram a megaoperação nos complexos.
Investigação independente e papel da PF
Lula disse que o governo está articulando para que a Polícia Federal participe dos exames e perícias relacionados à operação, de forma a garantir “uma investigação independente”.
O presidente também reforçou que será verificado “em que condições se deu” a ação no Rio de Janeiro, destacando que se há indícios de violações de direitos humanos ou uso excessivo da força, “temos que assegurar a responsabilização”.
Próximos passos
O Itamaraty vai designar peritos para trabalhar com órgãos estaduais e federais na investigação e exigirá a preservação de todos os elementos materiais da operação — laudos, cadeias de custódia, videogravações — para garantir transparência.
No âmbito jurídico, o Supremo Tribunal Federal (STF) já acompanha o caso e pode determinar providências adicionais. A Corte preparou uma audiência para esta quarta-feira (5) para debater o caso.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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