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Lula cobra investigação independente da PF após megaoperação policial no RJ

Presidente afirma que ação nos complexos do Alemão e da Penha foi “matança” e anuncia apuração federal com peritos

Da Redação
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04/11/2025 • 18:29 • Atualizado em 04/11/2025 • 18:29

Lula aprova sanção que fortalece o combate ao crime organizado

Lula aprova sanção que fortalece o combate ao crime organizado

Reprodução: Mark Schiefelbein/AP

Resumo

Presidente Lula anuncia investigação independente sobre operação policial no Rio que deixou 121 mortos, classificando-a como "uma matança" e não uma ação de cumprimento de mandados de prisão.

Operação no Alemão e na Penha, considerada a mais letal da história do Rio, envolveu 2.500 agentes e foi descrita pelo governador Cláudio Castro como "um sucesso", apesar das críticas.

Polícia Federal será envolvida na investigação para assegurar transparência e responsabilização, enquanto o Itamaraty e o STF também tomarão medidas para acompanhar o caso.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta terça-feira (4) que legistas da Polícia Federal participem da invsestigação da megaoperação policial realizada em 28 de outubro nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, que resultou em ao menos 121 mortos. Segundo Lula, a ordem judicial visava cumprir mandados de prisão e não autorizar “uma matança”.

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Operação e reação do governo federal

A ação da polícia fluminense, classificada como a mais letal da história do estado, foi deflagrada no dia 28 de outubro e reuniu cerca de 2.500 agentes com utilização de blindados, helicópteros e drones nos dois complexos de favelas.

O governador Cláudio Castro (PL-RJ) descreveu a operação como “um sucesso”, enfatizando que as vítimas seriam apenas os quatro policiais mortos.

Contrariamente, o presidente Lula qualificou o episódio como “desastroso” e “uma matança”.

“A ordem do juiz era uma ordem de prisão, não tinha uma ordem de matança, e houve matança”, afirmou em entrevista a agências internacionais em Belém (PA), onde o presidente vai participar da COP 30.

Na última segunda-feira (3), uma pesquisa Genial Quaest apontou que 85% dos moradores do Rio de Janeiro apoiam aumentar a pena de prisões para condenados por homícidio envolvidos com organizações criminosas.

Além disso, 72% dos entrevistados concordam que facções criminosas tem que ser classificadas como organizações terroristas e 64% apoiaram a megaoperação nos complexos.

Investigação independente e papel da PF

Lula disse que o governo está articulando para que a Polícia Federal participe dos exames e perícias relacionados à operação, de forma a garantir “uma investigação independente”.

O presidente também reforçou que será verificado “em que condições se deu” a ação no Rio de Janeiro, destacando que se há indícios de violações de direitos humanos ou uso excessivo da força, “temos que assegurar a responsabilização”.

Próximos passos

O Itamaraty vai designar peritos para trabalhar com órgãos estaduais e federais na investigação e exigirá a preservação de todos os elementos materiais da operação — laudos, cadeias de custódia, video­gravações — para garantir transparência.

No âmbito jurídico, o Supremo Tribunal Federal (STF) já acompanha o caso e pode determinar providências adicionais. A Corte preparou uma audiência para esta quarta-feira (5) para debater o caso.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.