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Lula pede revisão de ajustes fiscais e mais recursos contra a fome em discurso em Roma

Presidente defende que bancos e países doadores priorizem o combate à pobreza e alerta que 10% da população mundial pode viver em miséria até 2030

Por Redação
REDAÇÃO

13/10/2025 • 14:06 • Atualizado em 13/10/2025 • 14:06

Lula pediu revisão de ajustes fiscais e mais recursos contra a fome em discurso em Roma

Lula pediu revisão de ajustes fiscais e mais recursos contra a fome em discurso em Roma

© Ricardo Stuckert

Resumo

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa no Fórum Mundial da Alimentação em Roma, fazendo apelo para revisão de políticas de ajuste fiscal e aumento de investimentos contra a fome e pobreza.

Evento comemora 80 anos e reúne líderes globais; Lula destaca a saída do Brasil do mapa da fome e a redução de 23% na ajuda financeira global para programas antifome desde a pré-pandemia.

Lula anuncia parcerias internacionais com Noruega, Portugal e Espanha para combate à insegurança alimentar e se reúne com Papa Leão XIV no Vaticano para discutir cooperação e temas humanitários.

Durante a abertura do Fórum Mundial da Alimentação, em Roma, nesta segunda-feira (13), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um apelo a bancos multilaterais e países doadores para que revisem suas políticas de ajuste fiscal e aumentem os investimentos no combate à fome e à pobreza.

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O evento, que marca os 80 anos de criação do fórum, reuniu líderes globais, chefes de organismos internacionais e representantes da sociedade civil. O discurso de Lula ocorre poucos dias após o anúncio de que o Brasil saiu oficialmente do mapa da fome das Nações Unidas.

“Os programas de ajuste fiscal não podem ser impeditivos para investimentos que salvam vidas. É preciso colocar o pobre no orçamento”, afirmou o presidente durante a plenária.

“Sem recursos, 10% do mundo viverá em extrema pobreza”

Lula alertou que, se o financiamento internacional permanecer no nível atual, o planeta poderá chegar a 2030 com quase 10% da população em situação de extrema pobreza — o equivalente a cerca de 800 milhões de pessoas.

O presidente também destacou que a ajuda financeira global destinada a programas de combate à fome e à pobreza caiu 23% em relação ao período pré-pandemia, enfraquecendo as metas da Agenda 2030 da ONU.

“Não há estímulo melhor para a economia global do que combater a fome e a pobreza, porque isso aumenta o consumo e aquece os mercados”, declarou.

Parcerias internacionais

Lula anunciou que o Brasil, junto com a Noruega, Portugal e Espanha, desenvolve projetos de cooperação internacional voltados ao combate à insegurança alimentar em países de baixa renda. Segundo ele, o país pretende compartilhar experiências e políticas públicas que ajudaram a reduzir a miséria no território nacional.

O presidente também reafirmou que o Brasil “voltou a atuar com protagonismo no cenário internacional”, principalmente em temas ligados à segurança alimentar, sustentabilidade e justiça social.

Encontro com o Papa Leão XIV

Mais cedo, antes do discurso, Lula se reuniu no Vaticano com o Papa Leão XIV. O encontro, segundo o Planalto, tratou de temas humanitários, das ações de combate à fome e da importância da cooperação internacional para a erradicação da pobreza.

O Fórum Mundial da Alimentação é organizado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e reúne representantes de mais de 100 países para debater soluções globais de segurança alimentar e desenvolvimento sustentável.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.