
Lula e Trump
Ricardo Stuckert / PR
Resumo
Reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos EUA, Donald Trump, foi confirmada para início de março em Washington, marcando o primeiro compromisso internacional de Lula em 2026 após sua chegada ao Panamá para o Fórum Econômico da América Latina e do Caribe.
Diálogo bilateral foi destacado pelo presidente brasileiro como fundamental para restabelecer a normalidade nas relações entre Brasil e Estados Unidos, países considerados por ele "as duas principais democracias do Ocidente", e para fortalecer o multilateralismo e a democracia global.
Discussão sobre a Venezuela envolveu conversas de Lula com a presidente interina Delcy Rodríguez e defesa da soberania venezuelana, com pedido para que Donald Trump permita a autodeterminação do país, ressaltando que a solução deve partir dos próprios venezuelanos e contando com apoio internacional para garantir estabilidade democrática.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou, nesta terça-feira (27), que irá se reunir com o presidente dos EUA, Donald Trump, em Washington, no início de março. A informação foi revelada por ele logo após a chegada ao Panamá, para onde faz a primeira viagem internacional de 2026. No país da América Central, Lula irá participar do Fórum Econômica da América Latina e do Caribe.Ao longo das últimas semanas, Lula conversou com 13 líderes internacionais por telefone, em busca do fortalecimento do multilateralismo e da democracia no cenário mundial.
O presidente enfatizou a importância do diálogo direto entre chefes de Estado. Ele disse esperar que a reunião em Washington ajude a restabelecer a normalidade nas relações bilaterais.
Segundo o líder brasileiro, Brasil e Estados Unidos são "as duas principais democracias do Ocidente", o que justifica a necessidade de conversas "olhando um no olho do outro" para estreitar os laços entre as nações.
Multilateralismo e democracia global em pauta
As discussões com líderes internacionais giram em torno de uma visão comum para o futuro das relações internacionais. O presidente brasileiro expressou otimismo de que o multilateralismo será fortalecido e que as economias globais retomarão o crescimento. Ele disse que acredita que esses são os resultados que a população espera de seus governantes.
"Eu estou convencido que a gente vai voltar à normalidade logo, logo, que a gente vai vai fortalecer o multilateralismo e que a gente vai fazer com que as economias voltem a crescer, porque é isso que o povo espera de todos nós", afirmou.
A agenda de conversas reflete uma preocupação com a estabilidade democrática e a cooperação internacional como pilares para o desenvolvimento.
Posição sobre a Venezuela: soberania do povo
Questionado sobre a situação na Venezuela, o líder brasileiro revelou ter conversado duas vezes com a presidente interina Delcy Rodríguez, mas sem entrar em detalhes devido à recente e delicada natureza dos acontecimentos. Ele expressou a esperança de que a líder venezuelana consiga conduzir o país.
O presidente defendeu que Donald Trump permita que a Venezuela "possa cuidar da sua soberania, cuidar dos interesses democráticos da Venezuela". Em sua análise, a solução para a crise no país vizinho deve partir de dentro. "Não será o Brasil, não será os Estados Unidos, será a Venezuela", sentenciou. Ele pediu paciência e que a comunidade internacional ajude o povo venezuelano a "cuidar do seu destino", reforçando a tese de que a autodeterminação é fundamental.
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