
Lula critica protecionismo e confirma intenção de disputar reeleição em 2026
Reprodução: Ricardo Stuckert/Agência Brasil
Resumo
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou intenção de concorrer à reeleição em 2026 durante visita à Indonésia, onde assinou acordos comerciais e defendeu o fim do protecionismo.
Relações comerciais entre Brasil e Indonésia podem fortalecer-se com o uso de moedas locais ao invés do dólar, visando estimular o multilateralismo e a democracia comercial, conforme destacou Lula.
Críticas ao protecionismo de economias desenvolvidas foram feitas por Lula, que propôs uma nova lógica de cooperação global para promover desenvolvimento e igualdade, alinhando-se à sua agenda de reeleição.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (23) que pretende disputar a reeleição em 2026. A declaração foi feita durante visita oficial à Indonésia, onde o petista assinou uma série de acordos comerciais e políticos com o governo local e defendeu o fim do protecionismo nas relações internacionais.
Segundo Lula, o Brasil busca “uma democracia comercial”, com abertura ao comércio e que estimula o multilateralismo. O presidente destacou o objetivo de ampliar as exportações e gerar empregos de qualidade, reforçando que tanto o Brasil quanto a Indonésia têm interesse em negociar utilizando as moedas locais, em vez do dólar.
Encontro com Donald Trump
A menção à adoção de moedas nacionais ocorre às vésperas da reunião entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O tema é considerado sensível por envolver a hegemonia do dólar no comércio internacional — um dos principais instrumentos de influência política e econômica de Washington.
Durante o discurso, Lula também fez críticas ao protecionismo adotado por economias desenvolvidas, afirmando que o mundo precisa de uma nova lógica de cooperação. “Queremos uma democracia com abertura ao comércio, e não com protecionismo”, disse o petista, ao defender que a globalização deve servir para promover desenvolvimento e igualdade.
Reeleição em 2026
A confirmação de que deve disputar um quarto mandato encerra meses de especulação sobre os planos eleitorais do presidente. Em diversas ocasiões anteriores, Lula havia condicionado a decisão à própria condição de saúde.
Em agosto deste ano, ele afirmou que “precisa estar com 100% de saúde e com a família ao lado” para seguir na disputa. Na época, citou o exemplo do ex-presidente Joe Biden, que desistiu de concorrer à reeleição nos Estados Unidos alegando limitações físicas e priorizando a vice, Kamala Harris, que acabou derrotada por Donald Trump em 2024.
Em 2022, Lula havia descartado publicamente a hipótese de buscar outro mandato, afirmando à Rádio Metrópole, da Bahia, que “seria a hora de gente nova disputar as eleições”. Agora, o presidente muda o tom e admite o desejo de permanecer no comando do país por mais quatro anos.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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