
Lula discursa na Assembleia-Geral da ONU
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (24), em Nova York, que a relação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode avançar a partir de um “diálogo civilizado”, desde que o Brasil não abra mão de sua soberania e democracia. Segundo Lula, o gesto de Trump durante a Assembleia-Geral da ONU — quando o norte-americano sinalizou disposição para conversar — indicou um degelo após meses de tensão causada por tarifas e críticas mútuas.
Na avaliação do brasileiro, a “química boa” no breve encontro entre os dois líderes às margens da ONU abre espaço para negociações técnicas sobre temas comerciais, principalmente após as sobretaxas de 50% impostas por Washington aos produtos brasileiros em julho.
O que Lula disse sobre Trump nesta quarta (24)
Em conversa com jornalistas, Lula declarou que a reaproximação atende aos interesses dos dois países, mas estabeleceu balizas: “democracia e soberania não estão na mesa”. Ele também reforçou que qualquer agenda deve resultar em benefícios concretos para ambos os lados. As falas vieram um dia após o presidente abrir a 80ª Assembleia-Geral com críticas a sanções unilaterais e à escalada de “forças antidemocráticas”.
O Planalto classificou o eventual canal de diálogo como “bom”, se produzir resultados práticos. Em paralelo, veículos internacionais registraram que a menção de Trump a Lula — chamando-o de “very nice man” — repercutiu positivamente entre aliados do governo e moderados no Brasil.
Contexto: discursos duros na ONU e espaço para distensão
Na última terça-feira (23), Trump fez um pronunciamento longo e combativo na Assembleia-Geral, criticando a ONU, a política migratória europeia e o combate às mudanças climáticas — pontos que o distanciam do tom de Lula que saiu em defesa do multilateralismo.
Ainda assim, a diplomacia trabalha com a hipótese de um encontro de trabalho entre os dois presidentes nos próximos dias, em formato a ser definido, para discutir a retirada gradual de sobretaxas e pautas de interesse comum.
Repercussão e próximos passos
No plano externo, a eventual convergência pode recolocar Brasil e EUA na mesma mesa de discussões sobre transição energética, financiamento climático e reforma do sistema multilateral — agenda que Lula enfatizou no púlpito da ONU. Eventuais passos concretos, porém, dependerão de decisões políticas em Washington e Brasília e do avanço técnico das tratativas sobre comércio.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.


