
Presidentes do Mercosul
REUTERS/Alessia Maccioni
O presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, e o chefe-do-executivo na Argentina, Javier Milei, participaram, nesta quinta-feira (3), de uma reunião da Mercosul em Buenos Aires. No encontro, os líderes divergiram a respeito da atuação do bloco no continente.
De acordo com o petista, as nações que integram o grupo estão protegidas contra as taxas externas.
"Toda a América do Sul se tornou uma área de livre comércio baseada em regras claras e equilibradas. Estar no Mercosul nos protege. Nossa tarifa externa comum nos blinda de guerras comerciais alheias. Nossa robustez institucional nos credencia perante o mundo com parceiros confiáveis", declarou Lula.
Já o argentino criticou a burocracia e alegou que o Mercosul impõe restrições demais aos países que compõem o bloco.
"A barreira que levantamos para nos proteger comercialmente em um momento que considerávamos valioso, terminou por nos excluir do comércio e da competição global e acabou castigando nossas populações com bens piores e serviços a preços piores", afirmou Milei.
A reunião da Cúpula também marcou a transição de comando do grupo, passada pelo argentino ao presidente Lula.
Para presidência do Mercosul, o brasileiro definiu cinco metas: ampliação comercial promoção da transição energética, desenvolvimento tecnológico, combate ao crime organizado e enfretamento das desigualdades sociais.
Ainda em sua estadia em Buenos Aires, o petista visitou a ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, que atualmente cumpre prisão domiciliar.
Ela foi condenada por favorecer Lázaro Báez, dono de uma empreiteira, que segundo denúncias, vendeu 51 licitações para obras públicas, muitas delas superfaturadas e sequer concluídas.
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