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Lula e Zelensky se reúnem na Assembleia da ONU e discutem caminhos para a paz na guerra

Lula e Zelensky debatem paz na guerra da Ucrânia

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24/09/2025 • 22:34 • Atualizado em 24/09/2025 • 22:34

Lula e Zelensky se reúnem na Assembleia da ONU e discutem caminhos para a paz na guerra da Ucrânia

Lula e Zelensky se reúnem na Assembleia da ONU e discutem caminhos para a paz na guerra da Ucrânia

Reprodução: Portal GOV / Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta quarta-feira (24) em Nova York com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). O encontro reforçou a posição brasileira de que o conflito entre Rússia e Ucrânia não será solucionado por via militar, mas sim por meio de negociações.

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Segundo informações divulgadas após a reunião, Lula reafirmou seu apoio a um cessar-fogo como primeiro passo para a abertura de um processo de diálogo. O presidente brasileiro também destacou a importância de maior engajamento da ONU na mediação de uma solução que contemple as preocupações de segurança de ambas as partes envolvidas no confronto.

Do lado ucraniano, Zelensky agradeceu os esforços do governo brasileiro em tentar construir pontes diplomáticas. Ele destacou a relevância de articulações internacionais, como a criação do Grupo de Amigos da Paz, iniciativa conjunta de Brasil e China, que busca mobilizar países dispostos a intermediar conversas para encerrar a guerra.

Brasil defende negociação no conflito Rússia-Ucrânia

Lula ressaltou que a continuidade da guerra gera impactos humanitários severos e que o sofrimento da população, especialmente na Ucrânia, precisa ser considerado como prioridade. Ao citar o processo de negociações iniciado em Istambul, em maio, o presidente reforçou que esse tipo de canal deve ser fortalecido com apoio de organismos multilaterais.

Apesar da disposição de países como Brasil e China em promover entendimentos, até agora nenhuma iniciativa foi capaz de alterar de forma significativa os rumos do conflito. O governo brasileiro mantém a posição de neutralidade em relação ao envio de armas, mas segue defendendo uma solução pacífica, alinhada ao discurso de Lula em fóruns internacionais.

Repercussão e próximos passos

O encontro ocorre em meio a um ambiente de tensão global e à expectativa de um possível diálogo entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda durante a semana. No discurso brasileiro, a defesa da diplomacia e da mediação aparece como contraponto à visão de que a guerra pode ser vencida exclusivamente no campo de batalha.

Para a diplomacia ucraniana, a reunião é vista como um gesto importante de aproximação, ainda que as diferenças de visão sobre os caminhos para a paz permaneçam. Lula, por sua vez, reforçou a disposição de manter o Brasil como ator relevante em iniciativas multilaterais que busquem encerrar o conflito.

O encontro em Nova York não trouxe avanços práticos imediatos, mas sinaliza a intenção de ambos os líderes em manter abertos os canais de diálogo. Até o momento, o cenário internacional segue sem perspectivas claras de resolução, prolongando o sofrimento de milhões de pessoas afetadas pela guerra.