Durante entrevista exclusiva ao jornalista Reinaldo Azevedo, no programa O É da Coisa, da BandNews FM, na noite desta terça-feira (12), o presidente Lula respondeu sobre a taxação dos Estados Unidos de 50% sobre os produtos brasileiros e quando vai falar com Donald Trump.
“Eu espero que algum dia eu possa encontrar com o presidente Donald Trump e conversar como dois seres humanos civilizados, dois chefes de Estado, como deve ser a relação entre dois chefes de estado. Eu tive uma boa relação com todos os presidentes americanos. Portanto, não é da parte do Brasil que tem algum empecilho na conversação com os Estados Unidos, nem com os empresários e nem com os políticos americanos", diz o presidente Lula.
Lula também abordou que foi pego de surpresa com a carta de Donald Trump e disse que, antes do tarifaço, montou equipe de conversação com representantes do comércio dos EUA, mas não teve resposta.
“Eu fui pego de surpresa, por que a primeira taxação foi de 10%, nó montamos uma equipe de conversação, e fizemos 10 reuniões com representantes do comércio dos EUA. No dia 16 de maio, nós mandamos uma outra carta pedindo uma resposta. A resposta não veio. Fomos pego de surpresa com a carta, fiquem sabendo pela imprensa de uma carta ofensiva ao Brasil com algumas inverdades”, revela o presidente do Brasil.
Lula repudia a carta e diz que ela era ofensiva e que mexia na soberania brasileira.
“A carta era ofensiva e mexia na soberania brasileira, se metia em problemas que era exclusivamente das autoridades brasileiras, que era o processo do ex-presidente Bolsonaro está sofrendo na Suprema Corte”, diz Lula.
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