
Lula
REUTERS/Jorge Silva
Resumo
Lançamento de um pacto nacional pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva reúne lideranças dos três Poderes no Palácio do Planalto para enfrentar o feminicídio, com participação de autoridades como Davi Alcolumbre, Hugo Motta, Luiz Edson Fachin, Janja da Silva e ministros, visando a criação de uma rede de cooperação para políticas públicas eficazes contra a violência feminina.
Registro de recorde histórico de feminicídios em 2025, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, com 1.470 mortes de mulheres no país, média de quatro vítimas por dia, superando números anteriores e evidenciando a necessidade urgente de articulação entre os Poderes para prevenção e punição mais efetivas.
Proposta de estrutura sólida do pacto prevê integração entre Executivo, Legislativo e Judiciário para aprimorar políticas públicas, além da elaboração futura de um plano de ações detalhado a ser seguido por governos federal, estadual e municipal, com objetivo de transformar o compromisso em medidas concretas e resultados na proteção das mulheres.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou nesta quarta-feira (04) um pacto nacional com os demais Poderes da República para combater o feminicídio, tema que promete ser central nos debates eleitorais deste ano. O evento, realizado no Palácio do Planalto, contou com a presença de altas autoridades, incluindo os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Edson Fachin. A primeira-dama Janja da Silva abriu a cerimônia com um discurso sobre as vítimas, e diversos ministros do governo também compareceram. O pacto visa criar uma rede de cooperação entre os Poderes e servir de base para que ministérios desenvolvam políticas públicas eficazes contra a violência feminina.
Recorde de casos de feminicídio
A iniciativa surge em um momento alarmante, com dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública revelados na semana passada apontando um recorde histórico de feminicídios no Brasil. Em 2025, foram registradas 1.470 mortes de mulheres pelo simples fato de serem mulheres, uma média de quatro vítimas por dia. Este número supera as 1.464 ocorrências de 2024, que, até então, representavam o ponto mais alto da série histórica desde a tipificação do crime em 2015.
A gravidade dos números ressalta a importância da articulação entre os Poderes para criar mecanismos de prevenção e punição mais robustos. O aumento nos casos de feminicídio tem gerado preocupação social e política, impulsionando a busca por soluções coordenadas em todas as esferas de governo.
Estratégia e próximos passos do pacto
A ideia central do pacto é fornecer uma estrutura sólida para que os ministérios possam aprimorar e criar novas políticas públicas focadas na erradicação da violência contra as mulheres. Além disso, busca-se estabelecer uma rede de colaboração efetiva entre o Executivo, Legislativo e Judiciário, garantindo que as ações sejam integradas e complementares.
Em um segundo momento, o objetivo é a elaboração de um plano de ações detalhado que deverá ser seguido pelas três esferas de governo – federal, estadual e municipal. Esse planejamento estratégico é fundamental para traduzir o compromisso do pacto em medidas concretas e resultados tangíveis na vida das mulheres brasileiras.
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