
Lula vai abrir a conferência da ONU realizada nos EUA nesta terça
Ricardo Stuckert/Presidência
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva será o responsável por abrir, nesta terça-feira (23), a 79ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York. A tradição de mais de seis décadas reserva ao Brasil o primeiro discurso da sessão plenária, que neste ano ocorre em meio a um cenário internacional marcado por tensões diplomáticas entre Brasília e Washington.
Na véspera, Lula participou da Conferência Internacional de Alto Nível para a Solução Pacífica da Questão Palestina, organizada por França e Arábia Saudita. No discurso desta segunda-feira (22), o presidente brasileiro reiterou a defesa da criação de dois Estados — Israel e Palestina — como única alternativa viável para uma paz duradoura no Oriente Médio. Segundo o Itamaraty, Lula destacou que o reconhecimento da Palestina por mais países é passo essencial para garantir estabilidade regional. Atualmente, 147 nações já reconhecem formalmente o Estado palestino.
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Discurso de abertura com atenção global
Nesta terça, Lula falará logo após o secretário-geral António Guterres e a presidente da Assembleia Geral, Annalena Baerbock. Em seguida, discursará o presidente norte-americano, Donald Trump, por ser o chefe de Estado do país-sede da ONU.
A expectativa é de que o presidente brasileiro trate, além da situação no Oriente Médio, de temas como democracia, combate ao extremismo, desinformação, multilateralismo e mudanças climáticas. O tom do pronunciamento é acompanhado de perto, principalmente devido às recentes sanções impostas pelos Estados Unidos a autoridades brasileiras, como o advogado-geral da União, Jorge Messias, e Viviane Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes.
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Compromissos paralelos em Nova York
Além da abertura da Assembleia, Lula participa de encontros bilaterais e de dois eventos multilaterais. Na quarta-feira (24), estará ao lado do presidente do Chile, Gabriel Boric, e do chefe do governo espanhol, Pedro Sánchez, na segunda edição do encontro em defesa da democracia internacional e contra o extremismo, com foco em fortalecer o Estado de Direito e enfrentar a desinformação.
O presidente brasileiro também se reunirá com o secretário-geral da ONU para discutir a crise climática, buscando mobilizar a comunidade internacional em torno de novas metas de redução de emissões de gases de efeito estufa.
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Contexto político delicado
A participação do presidente brasileiro na Assembleia Geral ocorre em meio ao desgaste diplomático com os Estados Unidos, após o anúncio de sanções contra autoridades brasileiras. O momento confere ainda mais relevância ao discurso de abertura do Brasil, que deverá reforçar a defesa do diálogo multilateral e de uma ordem internacional menos dependente das grandes potências.
Com isso, Lula pretende não apenas reafirmar a posição histórica do Brasil como articulador de consensos na ONU, mas também projetar a diplomacia brasileira como voz ativa na busca de soluções para crises globais, como a guerra no Oriente Médio, o avanço do extremismo e a emergência climática.
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Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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