
Congresso Nacional
Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Resumo
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva registra baixa taxa de sucesso no Congresso, com apenas 25% dos projetos transformados em leis neste terceiro mandato.
Comparação com mandatos anteriores mostra queda drástica de eficácia, descendo de 77% no passado para os atuais 25%, uma performance ainda inferior à do ex-presidente Jair Bolsonaro que teve 49%.
Dificuldades de articulação e resistência da base aliada são barreiras significativas para o avanço de reformas estruturantes e econômicas desejadas pelo governo.
Neste terceiro mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta a pior taxa de sucesso no Congresso de sua carreira política. De 239 projetos enviados à Câmara e ao Senado, apenas 62 foram transformados em leis, resultando em uma taxa de apenas 25% de êxito.
O levantamento foi feito pelo jornal O Estado de São Paulo e revela uma queda significativa em comparação com gestões anteriores. Em seus primeiros mandatos, Lula teve 77% de sucesso na aprovação de suas propostas. O ex-presidente Jair Bolsonaro também obteve taxa de sucesso superior, com 49% de aprovação de seus projetos.
Comparação histórica
O levantamento histórico aponta que a gestão de Sarney (1985-1990) também teve um desempenho inferior, com 46% de êxito, mas ainda assim ficou acima da atual gestão de Lula.
A taxa de sucesso atual reflete o desafio de governar em um sistema de presidencialismo de coalizão, onde a articulação política no Congresso se tornou mais difícil ao longo dos anos, especialmente com a polarização política e o fortalecimento de oposições internas.
Dificuldades no Congresso
O governo Lula tem enfrentado dificuldades para negociar e aprovar projetos, com resistência crescente de partidos da base aliada. Mesmo com o apoio de líderes como Fernando Haddad e Glaise Hoffmann, o Planalto não tem conseguido avançar em reformas estruturantes e em pautas econômicas, o que tem afetado o desempenho legislativo do governo.
Conclusões e perspectivas
Apesar da baixa taxa de aprovação, o governo segue tentando aproximar-se de parlamentares e reforçar a base de apoio, com foco em reformas de longo prazo, como a reforma tributária e o programa de isenção do Imposto de Renda para brasileiros de menor renda.
A pressão do cenário político e as dificuldades de articulação têm se mostrado um obstáculo constante para a agenda de reformas do governo, que busca reverter esse quadro nos próximos meses.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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