
Maduro mobiliza Exército em meio à presença militar dos EUA no Caribe
Agência Brasil
Resumo
Mobilização militar na Venezuela foi intensificada pelo presidente Nicolás Maduro em resposta à presença de embarcações de guerra dos Estados Unidos no Caribe. Maduro visitou bases militares e participou de atos públicos com soldados, descrevendo a situação como um "cerco hostil" por parte dos americanos.
Presença americana na região foi reforçada com a chegada do cruzador USS Lake Erie, que se juntou a uma frota já composta por outros navios de guerra e um submarino nuclear, totalizando cerca de 4,5 mil militares. O governo dos EUA alega que a operação visa combater o narcotráfico, enquanto a Venezuela acusa a Casa Branca de tentar intimidar politicamente o país.
Rejeição a intervenções estrangeiras foi enfatizada por Maduro em discursos recentes, onde ele afirmou que a defesa da Venezuela é uma "obrigação histórica". Ele também criticou as sanções e bloqueios impostos pelos EUA, declarando que tais medidas não vão deter o país. Do lado dos EUA, há preparação de navios lançadores de mísseis e persistência nas acusações de envolvimento de Maduro com narcotráfico, além de uma recompensa oferecida por sua captura.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, intensificou a mobilização das Forças Armadas em resposta ao avanço de embarcações de guerra dos Estados Unidos no Caribe. Nos últimos dias, o líder percorreu bases militares e reforçou atos públicos com soldados, classificando a movimentação americana como um “cerco hostil” e uma afronta à soberania nacional.
A presença dos Estados Unidos na região cresceu com a chegada do cruzador USS Lake Erie, que cruzou o Canal do Panamá e se juntou a uma frota composta por contratorpedeiros, navios anfíbios, um submarino nuclear e cerca de 4,5 mil militares. Washington afirma que a operação tem como objetivo combater o narcotráfico, enquanto o governo venezuelano acusa a Casa Branca de promover intimidação política.
Em discursos recentes, Maduro sustentou que a defesa da Venezuela é uma “obrigação histórica” e rejeitou qualquer possibilidade de intervenção estrangeira. “Depois de semanas de ameaças e guerra psicológica, estamos mais fortes do que ontem. Nem sanções, nem bloqueios vão deter a Venezuela”, declarou em evento com militares.
Do lado norte-americano, a movimentação inclui a preparação de três navios lançadores de mísseis que devem permanecer em águas internacionais próximas à costa venezuelana. O governo dos Estados Unidos não reconhece a legitimidade de Maduro e mantém sobre ele acusações de envolvimento com o narcotráfico, além de oferecer uma recompensa milionária por sua captura.Sob supervisão de Arthur Covre
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