Mais de um bilhão de pessoas vivem com obesidade no mundo, diz pesquisa
Relatório reuniu 3,6 mil estudos com 222 milhões de participantes em 200 países

Análise global feita pela NCD Risk Factor Collaboration (NCD-RisC) em colaboração com a OMS (Organização Mundial da Saúde) publicada na revista científica "The Lancet" nesta quinta-feira (29) aponta que no mundo existem mais de um bilhão de pessoas obesas.
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O relatório reuniu 3,6 mil estudos com 222 milhões de participantes em 200 países. Os dados mais preocupantes são entre crianças e adolescentes que ao longo das últimas três décadas aumentaram quatro vezes, enquanto os números dos adultos mais que dobraram.
Em 2022, 159 milhões de crianças e adolescentes e 879 milhões de adultos viviam com obesidade, totalizando mais de 1 bilhão de afetados. Esses números em 1990, eram de eram 31 milhões e 195 milhões, respectivamente, segundo o relatório.
Os pesquisadores encontraram taxas elevadas de baixo peso e obesidade, consideradas as formas mais prejudiciais à saúde de desnutrição nos países do Oriente Médio e do Norte da África.
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A pesquisa destaca a necessidade de políticas públicas tanto para o excesso quanto o baixo peso, principalmente, nas partes mais pobres do mundo.
Para o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, o estudo destaca a importância de prevenir e controlar a obesidade desde o início da vida até a idade adulta, por meio de dieta, atividade física e cuidados adequados, conforme necessário.
"É importante ressaltar que isso requer a cooperação do setor privado, que deve ser responsável pelos impactos de seus produtos sobre a saúde", concluiu ele.
O Brasil está em 54º lugar na classificação de obesidade em crianças e adolescentes, 70º lugar na classificação de obesidade em mulheres e 65º na classificação de obesidade em homens.
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*Sob Supervisão de Sara Sousa Tavares
